Vítima declarada morta por médica do Samu reage a estímulos em hospital de Bauru
Vítima dada como morta por Samu reage em hospital de Bauru

Vítima declarada morta por médica do Samu reage a estímulos em hospital de Bauru

A mulher atropelada em uma rodovia de Bauru, no interior de São Paulo, que foi dada como morta pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e posteriormente reanimada por um médico da equipe de socorristas da concessionária, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, dia 26. O Hospital de Base de Bauru (HBB) informou que Fernanda Policarpo segue em tratamento em um leito de enfermaria clínica, com o quadro de saúde estável e apresentando respostas a estímulos médicos.

Detalhes do caso e cronologia dos eventos

O incidente ocorreu na noite de domingo, 18 de janeiro, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru. Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi atropelada ao tentar atravessar a via. A equipe do Samu foi acionada e, em um primeiro atendimento, a médica do serviço declarou o óbito da vítima, levando à interdição da rodovia e ao acionamento do Instituto Médico Legal (IML) para remoção do corpo.

Entretanto, minutos após a saída do Samu, um socorrista da concessionária percebeu que Fernanda ainda apresentava movimentos respiratórios, mesmo estando coberta por uma manta térmica na pista. Imediatamente, ele iniciou manobras de reanimação, salvando a vida da mulher. Fernanda foi então encaminhada ao Pronto-Socorro Central de Bauru em estado grave e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base.

Investigações e repercussões do caso

Com a repercussão do ocorrido, várias autoridades iniciaram apurações. A Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu na região, abriu uma sindicância interna para investigar possíveis falhas no atendimento e afastou a médica envolvida até a conclusão das investigações. Além disso, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar desde as circunstâncias do atropelamento até uma possível omissão de socorro e negligência médica por parte da equipe do Samu.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) também iniciou uma sindicância para avaliar a conduta profissional, mantendo sigilo sobre a identidade da médica. Testemunhas relataram ter alertado a equipe do Samu sobre os sinais vitais de Fernanda durante o atendimento, mas foram ignoradas, conforme vídeos gravados no local.

Evolução do estado de saúde da vítima

Fernanda apresentou sinais de recuperação significativa ao longo da semana. No sábado, 24 de janeiro, ela respondeu a estímulos pela primeira vez desde o acidente, marcando um avanço crucial em sua recuperação. Após receber alta da UTI, ela continua sob cuidados médicos na enfermaria, com ventilação mecânica e redução gradual de sedativos, mantendo estabilidade clínica.

O caso destaca questões críticas sobre protocolos de emergência e a importância de revisões nos procedimentos de atendimento para evitar erros similares no futuro. As investigações seguem em andamento, com foco em garantir justiça e melhorias na segurança pública.