Chuvas intensificam risco de dengue em Santarém; agentes alertam para cuidados
Chuvas aumentam risco de dengue em Santarém; agentes orientam

Chuvas intensificam risco de proliferação do Aedes aegypti em Santarém

A intensificação das chuvas em Santarém, localizada no oeste do Pará, tem elevado significativamente o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Este inseto é o transmissor de arboviroses graves, como dengue, zika e chikungunya, doenças que preocupam as autoridades de saúde da região.

Agentes de endemias emitem alerta para população

Com o acúmulo de água parada, os criadouros do mosquito se multiplicam de forma alarmante. Edvan Lopes, coordenador dos agentes de endemias, enfatiza que a vigilância da população é crucial neste período chuvoso. "Temos tido muitas chuvas nos últimos dias na cidade, o que pode causar aglomeração ou acúmulo de águas em depósitos que se tornam criadouros para o mosquito", alerta Lopes.

Ele pede que os moradores sejam parceiros contínuos no trabalho de eliminação de focos, destacando a importância de remover qualquer material que possa acumular água. "A prevenção sai barata. Limpar o quintal e o terreno faz parte da higiene pessoal e é essencial para evitar doenças", ressalta o coordenador.

Casos registrados e medidas preventivas

Em 2025, Santarém já soma mais de 280 casos de dengue, zika e chikungunya, um número que reforça a urgência das ações preventivas. Durante visitas domiciliares, os agentes frequentemente encontram focos do Aedes aegypti em quintais, onde objetos como vasos de plantas, lixo e pneus acumulam água da chuva.

Além disso, focos têm sido detectados em caixas d'água e tanques que não estão devidamente tampados. Edvan Lopes frisa: "É importante lavar caixas d'água e outros recipientes usados para guardar água a cada sete dias. Não basta apenas trocar a água; é necessário esfregar e higienizar corretamente".

Orientações práticas para combater o mosquito

Para ajudar na prevenção, o coordenador lista medidas simples que podem ser adotadas pela população:

  • Colocar terra nos pratinhos dos vasos de plantas para evitar acúmulo de água.
  • Acondicionar o lixo de forma adequada, evitando que se torne um criadouro.
  • Manter caixas, baldes e outros recipientes de água devidamente tampados.
  • Inspecionar regularmente o quintal e áreas de convívio para eliminar possíveis focos.

Edvan Lopes finaliza com um apelo: "A gente só pede atenção da população. Cada qual fazendo a sua parte, podemos combater esse mosquito e reduzir os agravos em 2025". A colaboração de todos é vista como fundamental para controlar a proliferação do Aedes aegypti e proteger a saúde pública em Santarém.