Um grave problema de infestação por roedores foi registrado dentro da Maternidade Municipal Araken Irerê Pinto, localizada em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Vídeos feitos no local mostram os animais circulando livremente por áreas internas da unidade de saúde, levantando um sério alerta sobre as condições sanitárias do espaço que atende gestantes e recém-nascidos.
Denúncia e confirmação do problema
A situação foi denunciada pelo Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde). Representantes da entidade estiveram na maternidade na última sexta-feira, dia 9 de fevereiro, e confirmaram a presença dos ratos. Os vídeos, que circularam amplamente, servem como prova do ocorrido.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) reconheceu o aparecimento dos roedores. A pasta atribuiu o problema a um fato pontual: a demolição de um imóvel localizado nos fundos da maternidade, que teria desalojado os animais e os levado para dentro da unidade de saúde.
Risco para pacientes e profissionais
O Sindsaúde foi enfático ao alertar sobre os perigos da situação. A circulação de ratos em um ambiente hospitalar, especialmente em uma maternidade, representa uma ameaça direta à saúde. Recém-nascidos, mães em período de pós-parto e trabalhadores da saúde estão expostos a doenças transmitidas por esses roedores.
Entre os riscos estão a leptospirose, transmitida pela urina do rato, além da contaminação de superfícies, equipamentos e alimentos por bactérias presentes no corpo e nas fezes dos animais.
Medidas tomadas pela gestão
A SMS informou que a maternidade possui um contrato ativo com uma empresa especializada no controle de pragas, que realiza serviços regulares de dedetização. Diante do episódio recente, a secretaria afirmou que as ações de monitoramento e controle foram intensificadas como uma medida preventiva.
Em sua nota, a pasta municipal garantiu que "não houve comprometimento das condições sanitárias internas" da Maternidade Araken Irerê Pinto. A SMS também reafirmou seu compromisso com a segurança dos usuários do sistema de saúde e dos profissionais que atuam na unidade.
Apesar das explicações e das promessas de ação, o caso expõe uma fragilidade na manutenção e vigilância sanitária de um equipamento público essencial. A população aguarda que as medidas corretivas sejam efetivas e permanentes, garantindo um ambiente seguro e adequado para o nascimento e os primeiros cuidados com a vida.