As buscas por três crianças desaparecidas em uma comunidade quilombola no interior do Maranhão entraram em um novo e crucial dia nesta terça-feira (6). Os irmãos Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro, junto com o primo Anderson Kauan, de oito anos, não são vistos desde o domingo (4) à tarde, na localidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a 250 km de São Luís.
Força-tarefa mobilizada para as buscas
As operações de resgate foram retomadas às 4h desta terça-feira, após uma noite de trabalhos que contou com equipamentos especiais. Uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado reúne efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e do Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar).
Os agentes estão utilizando uma combinação de recursos para tentar localizar as crianças. Cães farejadores atuam em terra, enquanto o Centro Tático Aéreo (CTA) sobrevoa a região de mata e lagos próxima ao povoado. Durante a noite de segunda para terça, foram empregadas câmeras com tecnologia para captar movimentos humanos no escuro.
Circunstâncias do desaparecimento
De acordo com relatos de familiares às autoridades, o sumiço ocorreu por volta das 15h de domingo. As três crianças estavam brincando em uma área de mata nos arredores da comunidade quilombola quando desapareceram. As primeiras buscas foram iniciadas ainda no mesmo dia pelo Cosar.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto, informou que todos os dados coletados pelos diversos meios estão sendo analisados para direcionar os esforços de forma mais eficaz e tentar encontrar os pequenos o mais rápido possível.
Investigação em andamento
Paralelamente às buscas na mata, a Polícia Civil conduz inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso. Na segunda-feira (5), o padrasto, a mãe e a avó das crianças prestaram depoimento na Delegacia de Bacabal e foram liberados. Outras pessoas devem ser ouvidas ao longo desta terça-feira.
A SSP também deve nomear, ainda hoje, um delegado para cuidar exclusivamente das investigações relacionadas ao desaparecimento, centralizando e acelerando as ações policiais.
A comunidade local e as famílias aguardam ansiosamente por notícias enquanto as equipes de resgate vasculham a região com a esperança de um desfecho feliz para esta história que comove o Maranhão.