Morte de jovem após parto em Indaiatuba: médico pede afastamento e bebê luta pela vida
Morte após parto em Indaiatuba: médico afastado e bebê grave

Tragédia em Indaiatuba: jovem de 28 anos morre após complicações no parto

A cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, foi abalada por uma trágica notícia nesta semana. Bianca Fidêncio da Silva, uma jovem de apenas 28 anos, faleceu após enfrentar graves complicações durante o parto de seu segundo filho no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). O caso, que envolve alegações familiares sobre a negação de uma cesárea solicitada, levou ao afastamento do médico responsável e deixou o recém-nascido em estado gravíssimo.

Sequência dos fatos e pedido de afastamento médico

Na tarde desta sexta-feira (23), o profissional de saúde que atendeu a gestante solicitou formalmente seu afastamento das atividades no Haoc. Bianca havia dado entrada no hospital no domingo (18), apresentando uma carta de sua obstetra que indicava a necessidade de uma cesariana, devido ao seu histórico de dois abortos e uma filha anterior. Apesar disso, o parto foi conduzido por via vaginal.

Durante o procedimento, conforme relatos da família, houve o uso de fórceps e a paciente sofreu uma hemorragia significativa, necessitando de cirurgia de emergência. Ela permaneceu internada até falecer na noite de quarta-feira (21). O velório está marcado para ocorrer no Cemitério Municipal Parque dos Indaiás, a partir das 9h desta sexta, com sepultamento previsto para as 10h30.

Bebê em estado grave e investigações em andamento

O recém-nascido, fruto desse parto tão conturbado, encontra-se internado em estado gravíssimo, com risco iminente de morte. Enquanto a família enfrenta essa dor dupla, o marido de Bianca registrou uma ocorrência de morte suspeita na Polícia Civil de Indaiatuba, dando início a um processo investigativo.

Diante da gravidade do caso, a Secretaria de Saúde do município encaminhou um ofício à direção do hospital exigindo a imediata abertura de uma sindicância interna para apurar todos os detalhes. Além disso, solicitou que o caso fosse remetido aos Comitês de Óbito Materno e Hospitalar para uma análise mais aprofundada.

Posicionamento do hospital e justificativas médicas

Em nota oficial, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo detalhou a sequência do atendimento prestado a Bianca. A instituição confirmou que houve, de fato, um pedido da gestante por cesariana, mas argumentou que o quadro clínico apresentado indicava progresso adequado para um parto vaginal, tornando essa a conduta recomendada naquele momento.

Segundo o comunicado, durante o trabalho de parto foi identificado sofrimento fetal agudo, o que levou à aplicação de fórceps – procedimento descrito como previsto e indicado em situações de emergência obstétrica específicas. Após o nascimento, o bebê apresentou sinais de hipóxia, enquanto a mãe evoluiu com sangramento vaginal intenso associado à atonia uterina, uma condição em que o útero não se contrai adequadamente.

O Haoc ressaltou que realiza, em média, 180 partos por mês e que não havia registrado nenhum óbito materno em 2025 até este episódio. A direção do hospital já instaurou uma sindicância interna, cujos resultados serão encaminhados à Comissão de Ética Médica da unidade e, posteriormente, ao Conselho Regional de Medicina.

Repercussões e acompanhamento das autoridades

A Administração Municipal de Indaiatuba emitiu uma nota manifestando solidariedade à família enlutada e garantindo que acompanha de forma atenta e permanente a evolução clínica do recém-nascido, que permanece na UTI Neonatal. Este caso trágico levanta questões importantes sobre protocolos obstétricos, atendimento médico em situações de risco e a necessidade de transparência nas investigações.

A comunidade local e os familiares aguardam ansiosamente por respostas que possam esclarecer completamente as circunstâncias que levaram à morte de Bianca Fidêncio da Silva, enquanto seu bebê continua lutando pela vida em meio a essa situação de extrema delicadeza.