Teto de centro médico em Pirassununga comprometido por chuva gera risco de acidentes
Centro médico em Pirassununga com teto rachado preocupa pacientes

Centro médico em Pirassununga sofre com infiltrações e preocupa pacientes

A situação do Centro de Especialidades Médicas (Cem) Irmã Leopoldina, localizado em Pirassununga, no interior de São Paulo, tem alarmado pacientes e frequentadores. Relatos e vídeos divulgados mostram um cenário de deterioração, com rachaduras visíveis no teto, baldes estrategicamente posicionados para conter goteiras constantes, e cadeiras isolando áreas molhadas na sala de espera. Placas de alerta avisam sobre o piso escorregadio, aumentando o temor de acidentes e até mesmo de um possível desabamento.

Pacientes expressam medo e relatam condições precárias

Entre os usuários do centro, a cuidadora de idosos Luizete de Souza, que realiza tratamento na coluna duas vezes por semana, compartilhou sua apreensão. “Pode acontecer de um idoso escorregar e cair. Eu mesma, que sou mais nova, também posso escorregar e cair”, afirmou ela, destacando os riscos à segurança. A aposentada Elizabeth Forselli complementou, relatando que já presenciou diversas vezes o ambiente alagado, com o teto pingando sem parar e os faxineiros lutando para conter a água. Segundo ela, até salas de atendimento médico e de exames chegaram a ficar encharcadas, comprometendo o funcionamento adequado da unidade.

Uma das frequentadoras fez um alerta contundente: “Precisa chamar um engenheiro ou bombeiro para analisar o telhado antes que desabe na cabeça de alguém. Lá vive sempre lotado. Se desabar quem vai se responsabilizar”. Esses depoimentos refletem uma preocupação coletiva com a integridade física dos pacientes e a qualidade do serviço de saúde oferecido.

Direção reconhece problema e aguarda recursos para reforma

A administração do centro médico reconhece a deterioração do telhado e informa que já possui um projeto de reforma pronto. No entanto, a execução depende da liberação de uma emenda parlamentar, com previsão para o fim do primeiro semestre. Enquanto os recursos não chegam, medidas emergenciais estão sendo implementadas para mitigar os riscos. Parte dos atendimentos foi transferida para o auditório do centro, e a equipe de limpeza intensificou seus esforços para manter o local o mais seguro possível.

O responsável técnico do Cem, Wagner Roberto do Nascimento, explicou a situação: “Infelizmente o telhado absorve água, mas estamos tentando trazer o maior conforto aos pacientes”. Essa declaração evidencia os desafios enfrentados pela unidade em meio às limitações orçamentárias, que impactam diretamente a infraestrutura e, consequentemente, o bem-estar dos usuários.

Impacto na saúde pública e necessidade de soluções urgentes

O caso do Centro de Especialidades Médicas Irmã Leopoldina em Pirassununga ilustra um problema mais amplo relacionado à manutenção de equipamentos públicos de saúde. A dependência de emendas parlamentares para reformas essenciais pode prolongar situações de risco, expondo pacientes a condições inadequadas. A comunidade local clama por uma intervenção rápida e eficaz, visando garantir a segurança e a qualidade dos serviços médicos oferecidos.

Enquanto isso, os pacientes continuam frequentando o local, esperando que as promessas de reforma se concretizem em breve, para que possam receber atendimento em um ambiente digno e seguro. A situação serve como um alerta para a importância de investimentos contínuos na infraestrutura da saúde pública, especialmente em cidades do interior, onde o acesso a serviços especializados já é limitado.