Operação apreende mais de 2 mil medicamentos irregulares em encomendas dos Correios em MS
Apreensão de 2 mil medicamentos irregulares em encomendas em MS

Operação Visa Protege apreende mais de 2 mil medicamentos irregulares em encomendas postais em Campo Grande

Uma ação de fiscalização realizada no Centro de Triagem e Distribuição dos Correios, localizado no bairro Amambaí, em Campo Grande, resultou na apreensão de mais de 2 mil unidades de medicamentos irregulares. A operação, batizada de Operação Visa Protege, ocorreu entre os dias 2 e 4 de dezembro e envolveu múltiplas agências de vigilância sanitária.

Detalhes da apreensão e produtos encontrados

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), foram recolhidas um total de 2.071 unidades de medicamentos. Entre os itens apreendidos, destacam-se emagrecedores, esteroides anabolizantes, ampolas, medicamentos de tarja preta e canetas injetáveis para emagrecimento. Esses produtos eram de origem paraguaia e não possuíam registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou eram comercializados sem nota fiscal.

Métodos clandestinos de envio e riscos à saúde

Para tentar burlar a fiscalização, os medicamentos eram enviados de forma clandestina, escondidos em encomendas postais e misturados a objetos de uso comum. Os fiscais encontraram os produtos ocultos em diversos tipos de embalagens, tais como:

  • Frascos de óleo
  • Sacos de feijão e outras embalagens de alimentos
  • Erva de tereré
  • Potes de creme de cabelo
  • Bolsas
  • Copos térmicos
  • Materiais escolares

As encomendas suspeitas foram identificadas durante a inspeção por raio-X no fluxo postal. Após a verificação, a Gerência de Segurança Empresarial dos Correios reteve os volumes devido a irregularidades sanitárias e condições inadequadas de transporte e armazenamento. Parte dos medicamentos apreendidos necessitava de refrigeração entre 2ºC e 8ºC, o que não foi respeitado, conforme alertou a SES.

Alertas sobre os perigos para a saúde pública

A Secretaria de Estado de Saúde enfatiza que a venda e o envio de medicamentos sem registro, autorização ou comprovação de origem representam um grave risco à saúde pública. Sem o devido controle sanitário, esses produtos podem ter composição desconhecida, não funcionar corretamente e causar reações adversas, intoxicações e outros problemas de saúde.

Coordenação e participantes da operação

A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e contou com a participação de várias entidades, incluindo:

  1. Vigilância Sanitária Estadual
  2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
  3. Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de Mato Grosso do Sul (CVPAF-MS)
  4. Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS)
  5. Correios

Esta ação reforça a importância da vigilância constante para combater o comércio ilegal de medicamentos e proteger a população dos riscos associados a produtos sem regulamentação adequada.