Vírus Nipah gera alerta na Ásia e Ministério da Saúde avalia risco ao Brasil
Casos de infecção pelo vírus Nipah, um patógeno altamente letal, foram identificados na Índia, desencadeando um alerta sanitário em diversos países da Ásia. O Ministério da Saúde brasileiro emitiu um posicionamento oficial sobre o risco de o vírus chegar ao território nacional, classificando a ameaça como baixa.
Detalhes sobre os casos na Índia e resposta internacional
Após a confirmação de ao menos dois casos na região de Bengala Ocidental, na Índia, autoridades médicas e sanitárias internacionais reforçaram a vigilância. O governo indiano declarou que o surto está sob controle, após testar mais de uma centena de pessoas que tiveram contato com os indivíduos contaminados.
Países como Malásia, Tailândia, Singapura e Hong Kong estabeleceram medidas de segurança em seus aeroportos, incluindo a aferição da temperatura corporal de passageiros. Essas ações visam prevenir a possível disseminação do vírus, que é conhecido por sua alta letalidade.
Risco de pandemia e características do vírus
O risco de os episódios escalarem para uma pandemia é considerado remoto, conforme avaliação de especialistas. O vírus Nipah faz parte da lista de doenças mais preocupantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a situação na Índia.
Os animais que são reservatórios naturais do patógeno, como um gênero de morcegos que se alimenta de frutas, estão restritos ao continente asiático. Além disso, a transmissão entre humanos é extremamente rara, o que contribui para a baixa probabilidade de uma disseminação global.
Posicionamento do Ministério da Saúde brasileiro
Em nota, o Ministério da Saúde ressaltou que a perspectiva de uma disseminação global do vírus Nipah é baixa. A pasta destacou que as nações asiáticas onde a doença costuma se manifestar possuem protocolos de emergência para rápida detecção e controle de surtos, em um esforço coordenado junto à OMS.
Além disso, o Ministério pontuou que mantém medidas de vigilância e resposta de emergência a agentes altamente patogênicos dentro das fronteiras brasileiras. Esse trabalho é realizado em parceria com o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
Impactos na saúde e necessidade de vigilância
O vírus Nipah causa encefalites graves e problemas respiratórios, podendo matar de quatro a sete pessoas em um grupo de dez infectadas. Essa taxa de letalidade, que pode chegar a 70%, é uma das piores entre os micro-organismos conhecidos.
Apesar do baixo risco pandêmico, especialistas endossam a necessidade de se manter o radar ligado. A vigilância contínua é essencial para monitorar qualquer mudança no comportamento do vírus e garantir uma resposta rápida em caso de necessidade.