Engenheiro de 72 anos leva soco após questionar conta em restaurante no Acre; imagens flagram agressão
Engenheiro leva soco após questionar conta em restaurante no AC

Engenheiro de 72 anos é agredido com soco em restaurante após questionar valor da conta no Acre

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um engenheiro civil de 72 anos foi atacado com um soco no restaurante Fogo Caipira, localizado em Rio Branco, na noite de sexta-feira, dia 30 de janeiro. O homem, identificado como José Orlando Miranda, acusa um garçom do estabelecimento de tê-lo agredido durante uma discussão que surgiu após ele questionar o valor da conta.

Discussão por cobrança indevida culmina em violência física

Segundo o relato de Miranda, ele foi cobrado por itens que não consumiu e, ao questionar a cobrança, foi orientado a procurar o garçom que o atendeu. A discussão entre os dois escalou rapidamente, resultando na intervenção de três seguranças do local, que retiraram o engenheiro do estabelecimento. No vídeo, Miranda aparece vestindo camisa e bermuda brancas, visivelmente alterado e sendo contido pelos seguranças.

As imagens foram gravadas após ele ser retirado do restaurante, mas o homem continuou tentando se desvencilhar dos guardas e voltar ao local. Poucos segundos depois de mais uma investida, outro homem apareceu na cena, passando correndo ao lado dos seguranças e acertando um soco em Miranda. O golpe fez com que o engenheiro caísse no chão, ficando desmaiado e sem receber socorro imediato.

Falta de assistência e ferimentos graves na cabeça

Conforme apurado, Miranda permaneceu desacordado até a chegada de sua namorada, que havia ficado dentro do restaurante para pagar a conta. No boletim de ocorrência registrado na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Rio Branco nesta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, consta que nem as testemunhas, nem os seguranças, nem o suspeito da agressão prestaram qualquer tipo de assistência ao homem ferido.

O engenheiro sofreu ferimentos na cabeça devido à queda provocada pelo soco. Ele relatou no BO que já havia reclamado de uma conta no mesmo estabelecimento em ocasião anterior, situação que foi resolvida com a retirada dos itens apontados como indevidos. Miranda nega ter ofendido ou provocado os funcionários durante a briga, afirmando que apenas exerceu seu direito de questionar a cobrança indevida.

Versões conflitantes: cliente versus estabelecimento

Por meio de nota, a administração do restaurante Fogo Caipira classificou o caso como um episódio grave e isolado, alegando que um cliente adotou conduta reiteradamente inadequada, praticando agressões verbais e físicas contra uma colaboradora e contra as duas proprietárias do estabelecimento. O texto ressalta que tal comportamento não é inédito, uma vez que o referido cliente já havia causado transtornos e situações de conflito em outras oportunidades no local.

A nota do estabelecimento afirma que, diante das agressões verbais, a equipe de segurança realizou a imediata retirada do indivíduo, mas ele voltou a agir de forma violenta, culminando em agressão física contra uma colaboradora. O Fogo Caipira esclarece que possui registros e imagens do sistema de monitoramento interno que comprovam não apenas o ocorrido no dia 30 de janeiro, mas também episódios anteriores de conduta inadequada.

O restaurante reiterou que repudia veementemente qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, e mantém compromisso permanente com a segurança e a integridade física e moral de colaboradores, clientes e proprietários. Além disso, informou que está tomando medidas legais cabíveis junto às autoridades competentes.

Investigações policiais em andamento e busca por justiça

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com Miranda buscando responsabilização pelo ataque sofrido. A agressão a um idoso em um ambiente comercial levanta questões sobre segurança e atendimento ao cliente, destacando a importância de resolver conflitos de maneira pacífica e legal. Enquanto as versões se contradizem, as imagens de segurança e os registros policiais serão cruciais para esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades.