Cantor de pagode Leozinho é assassinado durante assalto no Cachambi
O cantor de pagode Leandro Pereira Afonso de Souza, conhecido artisticamente como Leozinho, foi morto a tiros na noite de sexta-feira (23) durante um assalto no bairro do Cachambi, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O músico, de 38 anos, estava chegando a uma festa de aniversário do sobrinho quando se tornou vítima da violência urbana que assola a região.
Detalhes do crime que chocou a comunidade
De acordo com relatos de familiares e informações da Polícia Civil, dois criminosos haviam roubado uma motocicleta e iniciado uma série de assaltos a pedestres na área. Na Rua Basílio de Brito, Leozinho foi abordado pelos bandidos no momento em que descia de um carro de aplicativo, acompanhado de sua esposa. Demonstrando preocupação com a segurança da companheira, o cantor pediu que ela entrasse rapidamente na residência onde ocorreria a celebração familiar.
Testemunhas do trágico episódio contaram que Leozinho reagiu à ação dos assaltantes, o que resultou em ele ser atingido por três disparos de arma de fogo. Os projéteis o acertaram em duas regiões da perna e um na axila, causando ferimentos graves. Imediatamente após o ataque, os criminosos fugiram do local, deixando o artista à própria sorte.
Atendimento médico e falecimento do artista
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de roubo na Rua Basílio de Brito, com agentes do 3º Batalhão (Méier) se deslocando até o endereço. Ao chegarem, os policiais constataram que o cantor já havia sido socorrido por moradores da vizinhança e transportado ao Hospital Municipal Salgado Filho, localizado no Méier.
Na unidade de saúde, Leozinho passou por procedimento cirúrgico na tentativa de salvar sua vida. No entanto, conforme informado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o artista não resistiu aos graves ferimentos e veio a óbito. A notícia de sua morte rapidamente se espalhou, gerando uma onda de comoção entre amigos, fãs e a comunidade local.
Comoção nas redes sociais e legado do músico
A morte prematura de Leozinho provocou intensa tristeza nas redes sociais, onde ele foi lembrado como uma pessoa querida, alegre e sempre presente. Amigos e admiradores compartilharam mensagens emocionadas, destacando seu caráter positivo e seu talento musical. "Cara que nunca deixou ninguém chorar e hoje fez a Zona Norte em peso chorar com sua partida", escreveu um conhecido.
Outra homenagem ressaltou: "Inacreditável, um homem cheio de vida, sempre alegre, sorrindo... vivendo! Que tenha uma boa passagem e que Deus conforte a família e a filhinha dele." Leozinho era uma figura conhecida na cena do pagode carioca, se apresentando regularmente em bares e eventos da região. Ele inclusive tinha um show marcado para o sábado (24), um dia após o crime, o que aumentou o impacto da tragédia.
Investigações policiais e situação familiar
O caso foi registrado na 23ª Delegacia de Polícia (Méier) e posteriormente encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, que assumiu as investigações para identificar e capturar os responsáveis pelo assassinato. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou detalhes adicionais sobre a motivação exata do crime.
Leozinho deixa um legado familiar marcado pela dor: ele era casado e pai de dois filhos, um adolescente de 17 anos e uma criança de apenas 5 anos. A família aguarda a definição dos detalhes do velório e do enterro, que ainda não foram divulgados publicamente. A tragédia reforça os debates sobre segurança pública e violência urbana no Rio de Janeiro, especialmente em bairros periféricos como o Cachambi.