Raphaella Brilhante detalha agressões de ex-marido João Lima em entrevista exclusiva
A médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante concedeu uma entrevista exclusiva à TV Cabo Branco nesta segunda-feira, 26 de agosto, revelando detalhes chocantes sobre a violência doméstica sofrida durante seu casamento com o cantor paraibano João Lima. Segundo ela, as agressões físicas tiveram início apenas cinco dias após a cerimônia de casamento, ainda durante a lua de mel do casal.
Início das agressões na lua de mel
Raphaella descreveu que o relacionamento durou aproximadamente três anos, com episódios de violência começando logo no início do matrimônio. "No quarto, ele chegou completamente louco. Partiu para cima de mim. Eu gritei muito por socorro, mas ninguém ouviu", relatou a vítima. Após o retorno da viagem, as agressões não apenas continuaram, mas se tornaram mais frequentes e graves. "Quando a gente voltou, os episódios continuaram, e foram ficando mais frequentes e piores", afirmou.
Comportamento possessivo e controle excessivo
Além das agressões físicas, Raphaella destacou que João Lima demonstrava um comportamento possessivo e ciúmes excessivos, que se traduziam em atitudes de controle sobre sua rotina diária. "O que eu estava achando que era ciúme, que era normal, na verdade já era controle", explicou. Ela não podia frequentar a academia sozinha e era obrigada a avisar cada movimento, sob ameaça de brigas e acusações infundadas.
Prisão de João Lima e medidas judiciais
O cantor João Lima teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça no domingo, 25 de agosto, no âmbito de uma investigação por violência doméstica. Ele se apresentou à Polícia Civil na manhã de segunda-feira, 26 de agosto, na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em João Pessoa, onde foi preso. A decisão judicial incluiu:
- Proibição de se aproximar da ex-esposa
- Vedação de frequentar o imóvel onde moravam
- Distância mínima de 300 metros de Raphaella e familiares
Após a prisão, João Lima passou por exame de corpo de delito e audiência de custódia, com a defesa informando que deve emitir uma nota oficial sobre o resultado. Ele foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger.
Detalhes das agressões e ameaças
Os autos do processo indicam que as agressões registradas por câmeras de segurança ocorreram em 18 de janeiro. Segundo a denúncia, João Lima teria agredido Raphaella com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos. Em um episódio particularmente grave, ele teria entregado uma faca à vítima e ordenado que ela se matasse.
Três dias depois, o cantor teria ido à casa da mãe de Raphaella e feito novas ameaças, afirmando que "acabaria com a vida dela caso não reatasse o relacionamento" e que, se ela se envolvesse com outra pessoa, "mataria ambos".
Contexto familiar e reações
A mãe de Raphaella, Kellyane Brilhante, expressou surpresa com o comportamento violento de João Lima, destacando que ele se mostrava diferente na frente da família. "Sinceramente, é outra pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina", disse.
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirmou que não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro do casal, mas que as agressões começaram após o casamento em novembro de 2025. Câmeras internas da casa registraram alguns dos incidentes, inclusive um que ocorreu quando o casal já estava temporariamente separado.
Repercussão e próximos passos
O caso ganhou ampla visibilidade após a circulação de vídeos nas redes sociais no sábado, 24 de agosto, mostrando as agressões. Raphaella procurou a delegacia especializada e registrou um Boletim de Ocorrência, recebendo medida protetiva. Em conversa por telefone, João Lima alegou "não ter memória" das agressões, mas pediu perdão e afirmou que iria colaborar com as investigações após sua prisão.
A defesa de João Lima informou que irá entrar com um pedido de habeas corpus, enquanto a vítima e sua família buscam justiça e apoio para superar o trauma. O caso serve como um alerta sobre a importância de denunciar violência doméstica e os recursos disponíveis, como os telefones 197, 180 e 190.