MPMG denuncia pai por estupro de vulnerável e coação contra filha em Minas Gerais
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou uma denúncia formal contra um homem de 32 anos, na época dos fatos, pelos crimes de estupro de vulnerável e coação durante o processo. Os abusos ocorreram na Comarca de Inhapim, especificamente no município de São Sebastião do Anta, localizado no Vale do Rio Doce.
Abusos prolongados e revelação tardia
De acordo com a Promotoria de Justiça de Inhapim, os abusos sexuais tiveram início em 2018, quando a vítima, filha do denunciado, tinha apenas 9 anos de idade. As agressões se estenderam por um período de quatro anos, até 2022. A revelação dos crimes aconteceu somente quando a adolescente completou 13 anos, momento em que confidenciou os abusos para uma tia materna.
Detalhes chocantes do caso
A denúncia do MPMG descreve um cenário de controle e violência extremos. O homem obrigava a filha a manter um relacionamento romântico não consensual, impondo constrangimentos graves. Em relatos à Promotoria, a vítima detalhou que era coagida a dormir na mesma cama que o pai, que exercia controle sobre o uso de roupas íntimas e a observava durante os banhos.
Além dos abusos sexuais, o denunciado praticava um controle excessivo sobre a rotina da adolescente, restringindo seu contato com familiares maternos e demonstrando ciúmes constantes. A vítima relatou que chorava durante os abusos e era frequentemente ameaçada e agredida para não revelar os crimes a terceiros.
Medidas protetivas e contexto local
Em resposta à gravidade dos fatos, o Ministério Público não apenas formalizou a denúncia pelos crimes sexuais e de coação, mas também solicitou uma medida protetiva de urgência. O pedido tem como objetivo principal resguardar a integridade física e psicológica da adolescente, considerando que ela reside no mesmo município que o denunciado, o que potencializa riscos de novas agressões ou intimidações.
Este caso evidencia a vulnerabilidade de crianças e adolescentes em contextos familiares e reforça a importância de mecanismos de proteção e denúncia. As autoridades continuam investigando o caso, que segue sob análise judicial na Comarca de Inhapim.