Pai é condenado a 123 anos de prisão por estuprar filhas durante 8 anos no Paraná
Pai condenado a 123 anos por estuprar filhas no PR

Um homem de 55 anos foi condenado a uma pena total de 123 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra as duas próprias filhas ao longo de oito anos. O caso ocorreu em Cascavel, cidade localizada no oeste do estado do Paraná, e chocou a comunidade local pelas circunstâncias brutais e prolongadas dos abusos.

Detalhes chocantes do caso de abuso sexual

Segundo os autos do processo, que tramita desde o ano de 2021, os abusos sexuais começaram quando as duas vítimas ainda eram crianças pequenas, com idades entre 6 e 8 anos. Os crimes se repetiram de forma constante durante toda a infância e adolescência das meninas, configurando um padrão de violência doméstica grave e reiterada.

Gravidez revela anos de violência silenciosa

O advogado das vítimas, Rafael Jacson da Silva Hech, relatou que os abusos só foram interrompidos quando a filha mais velha, então com 16 anos, engravidou do próprio pai. "Os abusos só foram descobertos quando a adolescente estava com sete meses de gravidez e não tinha mais como esconder a situação", explicou o profissional jurídico.

O representante legal das jovens ainda detalhou que o agressor mantinha as crianças sob constante ameaça: "Ele ameaçava as crianças e dizia que se contassem iria matar a todos". Esse clima de terror doméstico contribuiu para que os crimes permanecessem ocultos por tanto tempo, segundo as investigações.

Decisão judicial e fundamentação da pena

A Justiça considerou que os crimes ocorreram de forma reiterada e no contexto doméstico, fatores que pesaram significativamente para o aumento da pena aplicada. A decisão de primeira instância se baseou em um conjunto robusto de provas, incluindo depoimentos detalhados das vítimas, laudos técnicos especializados e perícias minuciosas reunidas ao longo da investigação policial.

A pena total fixada pelo juízo foi de 123 anos de reclusão, a serem cumpridos integralmente em regime fechado. A identidade do réu não foi divulgada pelas autoridades, seguindo protocolos de proteção às vítimas, mas sabe-se que ele responde ao processo em liberdade enquanto aguarda os trâmites recursais.

Possibilidade de recursos e próximos passos

A decisão judicial ainda é passível de recurso, conforme destacam especialistas em direito penal. O réu será oficialmente intimado da sentença nos próximos dias e terá o direito legal de apresentar embargos ou apelação contra a condenação. O caso continua sob acompanhamento do sistema judiciário paranaense.

Este trágico episódio reforça a importância dos mecanismos de denúncia contra violência sexual infantil e a necessidade de proteção integral às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade familiar. As autoridades lembram que canais de denúncia estão disponíveis para casos similares em todo o território nacional.