Polícia pede prisão de pai por tentativa de homicídio contra filho de 3 anos em Petrolina
Pai agride filho de 3 anos em Petrolina; polícia pede prisão

Investigadores buscam prisão preventiva após grave agressão a criança em Petrolina

A Polícia Civil de Petrolina, localizada no Sertão de Pernambuco, está conduzindo uma investigação minuciosa sobre uma tentativa de homicídio que vitimou uma criança de apenas três anos de idade. O episódio ocorreu no bairro Vale do Grande, mas ganhou destaque somente após a conclusão do inquérito policial.

Detalhes do crime e estado da vítima

O crime aconteceu no dia 6 de janeiro, porém, as informações foram divulgadas recentemente. A polícia já solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito, identificado como o pai da criança. Atualmente, a vítima encontra-se internada em estado grave no Hospital da Restauração, em Recife, recebendo cuidados médicos intensivos.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Danilo de Freitas, a criança foi levada ao Hospital Dom Malan (HDM) no mesmo dia do ocorrido. Os profissionais de saúde, ao detectarem sinais de agressão, acionaram imediatamente a Polícia Militar, que prendeu o suspeito ainda nas dependências do hospital.

Dinâmica das agressões e confissão do acusado

O delegado revelou que a criança sofreu diversas agressões, incluindo socos, chutes e tapas na região da cabeça. “Em relação à dinâmica dos fatos, essa se deu pelo fato do pai ter ficado com raiva pelo simples fato da criança de três anos ter simplesmente empurrado um outro filho desse autor, de três meses de idade”, explicou Danilo de Freitas.

Durante a audiência de custódia, o suspeito confessou o crime, mas foi liberado em seguida. Com o término das investigações, espera-se que a Justiça acate o pedido de prisão preventiva. “Agora o caso segue nas mãos do Ministério Público, nas mãos da Justiça para que lá esse autor desse fato grotesco, desse fato repugnante, ele possa ser devidamente punido”, completou o delegado.

Relatos de vizinhos e contexto familiar

Uma vizinha, que preferiu não se identificar, informou que a família se mudou do Vale do Grande Rio com medo da reação da população. Ela relatou que a criança havia chegado há pouco tempo para morar com o pai e a madrasta, que já tinham outros dois filhos, além de um bebê de três meses, irmão da vítima.

Os maus-tratos começaram desde que a criança se mudou. “Eu via maltratando, batendo na criança como batia em um bicho. Teve um dia que eu fiquei até um pouco revoltada”, desabafou a vizinha. Ela ainda expressou surpresa com o comportamento agressivo do pai, pois já era vizinha do acusado há mais de 15 anos. “Eu não esperava isso dele, porque ele era uma pessoa muito boa, calada, fazia de tudo para a mãe”, acrescentou.

Atualização hospitalar e próximos passos

Em nota oficial, o Hospital da Restauração confirmou que a criança continua internada, mas não forneceu outras informações sobre o paciente, por se tratar de um menor de idade. O caso agora aguarda decisão judicial quanto à prisão do suspeito, enquanto a comunidade local permanece em alerta sobre questões de violência doméstica e proteção infantil.