Novas denúncias emergem após prisão de médico por assédio sexual em Quixadá
O Ministério Público do Ceará (MPCE) recebeu, pelo menos, quatro novas denúncias envolvendo o caso do médico e ex-professor universitário Yuri Portela, preso na última quinta-feira (29) sob suspeita de abuso sexual e violência psicológica contra uma aluna em Quixadá, no interior do estado. A informação foi confirmada pelo órgão ao g1 na manhã deste sábado (31), destacando que as apurações serão conduzidas com sigilo absoluto.
Defesa alega desconhecimento sobre as novas acusações
Em nota, a defesa de Yuri Portela afirmou que não teve acesso a qualquer procedimento ou processo relacionado às supostas novas denúncias divulgadas pela imprensa. "Dessa forma, não há, neste momento, elementos formais que permitam à defesa prestar esclarecimentos adicionais sobre tais notícias", declarou. A equipe jurídica ressaltou que, assim que obtiver acesso aos autos pelo MPCE, analisará o conteúdo e apresentará um posicionamento técnico adequado, sempre observando o princípio da presunção de inocência.
Detalhes do caso original que motivou a prisão
Yuri Portela foi detido em Quixadá após uma investigação que apontou indícios de que ele, enquanto docente em uma faculdade particular do município, utilizava sua posição para constranger a aluna a manter relações sexuais, oferecendo vantagens acadêmicas, como acesso a avaliações e pontos em trabalhos. A ordem de prisão considerou esses elementos como fundamentais para a ação policial.
Como denunciar casos de violência sexual
Para vítimas de violência sexual ou psicológica, é crucial buscar ajuda imediata. O primeiro passo é procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher ou a delegacia mais próxima, onde o boletim de ocorrência pode ser registrado presencialmente ou, em alguns casos, pela Delegacia Eletrônica. Além disso:
- A Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, oferece orientações e encaminhamentos para serviços especializados.
- A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), através do NUDEM, fornece medidas protetivas, atendimento judicial e apoio psicossocial.
- Provas como testemunhos, imagens de câmeras de segurança, gravações de áudio e mensagens de texto podem fortalecer a denúncia.
Este caso reforça a importância de canais de denúncia acessíveis e a necessidade de apuração rigorosa para combater a violência de gênero no ambiente acadêmico e além.