Um motorista de ônibus foi socorrido após ser atacado com um líquido corrosivo pela ex-companheira durante o expediente, na cidade de Araraquara, interior de São Paulo. O caso, que chocou a região, ocorreu na manhã de sexta-feira (23) e resultou em queimaduras significativas na vítima.
Vítima recebe alta após internação
O motorista Márcio Dadério, de 50 anos, permaneceu internado por um dia na Santa Casa de Araraquara, onde recebeu atendimento médico para as queimaduras causadas pelo ataque. Conforme nota oficial enviada à imprensa na segunda-feira (26), a instituição de saúde confirmou que o paciente recebeu alta hospitalar no sábado (24). A reportagem aguarda informações adicionais sobre possíveis procedimentos cirúrgicos realizados ou sequelas permanentes decorrentes do incidente.
Detalhes do ataque e fuga da suspeita
O crime aconteceu por volta das 8h30, em um ponto de ônibus localizado na Avenida Padre Francisco Salles Colturato, no Centro da cidade. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que a suspeita, identificada como Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, de 49 anos, aproveitou a movimentação para subir no veículo. Logo após o ataque, ela desceu e fugiu pela avenida, permanecendo foragida até o momento.
Testemunhas relataram que a mulher já vinha ameaçando a vítima anteriormente. "Jogamos água corrente e ele falou que ela jogou soda cáustica no rosto dele", afirmou Jeferson Lobo, mecânico que trabalha próximo ao local do crime. O tipo exato de substância ainda não foi oficialmente identificado, embora o boletim de ocorrência registre um "líquido ácido". A confirmação depende do laudo pericial, que está em andamento.
Condição da vítima e investigações
Márcio Dadério foi atingido nos olhos, braços, pernas e tórax, sofrendo queimaduras que foram descritas como de segundo grau. "Já era perceptível a queimadura, já tinham bolhas estouradas, vermelhidão no local", detalhou o tenente dos bombeiros Fernando de Camargo. A perícia da Polícia Civil foi acionada e encontrou vestígios da substância dentro do ônibus, além de um copo que teria sido utilizado no crime.
O caso está registrado como lesão corporal e as autoridades seguem em busca da suspeita. A investigação busca esclarecer os motivos do ataque e as circunstâncias que levaram ao uso de um agente corrosivo, em um episódio que reforça preocupações sobre violência em contextos de relacionamentos passados.
Este incidente destaca a gravidade de ataques com substâncias perigosas e a necessidade de medidas de segurança em ambientes de trabalho público. A comunidade local aguarda atualizações sobre o paradeiro da suspeita e o estado de saúde do motorista, enquanto reflete sobre os impactos da violência interpessoal no cotidiano urbano.