Idosa de 71 anos morre após abandono e maus-tratos em Xangri-Lá; casal é preso em flagrante
Uma trágica ocorrência chocou a comunidade de Xangri-Lá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (20). Uma idosa de 71 anos faleceu após ser encontrada pela Brigada Militar em situação de abandono e maus-tratos, levantando questões sobre violência familiar e cuidados com os mais velhos.
Detalhes da ocorrência e prisão do casal
Inicialmente, a polícia foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica no bairro Guará. No local, uma mulher relatou ter sido agredida pelo companheiro. Durante o atendimento, o homem, de 55 anos, informou aos policiais que a mãe da mulher, uma idosa acamada, estaria na residência do casal.
Os agentes encontraram a idosa em um cômodo sem iluminação, deitada sobre um colchão no chão. Segundo a Brigada Militar, ela estava suja, debilitada e não respondia a estímulos. No local, também não havia água nem alimentos disponíveis, evidenciando um cenário de total negligência.
Socorro e falecimento da vítima
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros foram chamados para prestar socorro imediato. A idosa foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Xangri-Lá em estado crítico, mas infelizmente não resistiu e veio a óbito.
O casal, composto pelo homem de 55 anos e sua companheira de 45 anos, filha da vítima, foi conduzido à Delegacia de Polícia de Capão da Canoa. Lá, foram autuados em flagrante por maus-tratos contra idoso com resultado de morte, um crime grave que pode levar a penas severas.
Outras acusações e contexto social
Além disso, foi registrada uma segunda ocorrência contra o homem por violência doméstica, relacionada à agressão inicial que motivou a chamada policial. Este caso destaca a complexidade de situações de violência intrafamiliar, onde múltiplas formas de abuso podem coexistir, exigindo uma abordagem integrada das autoridades.
Incidentes como este reforçam a importância de denúncias e vigilância comunitária para proteger grupos vulneráveis, especialmente idosos em condições de dependência. A sociedade e os órgãos de segurança devem estar atentos a sinais de maus-tratos, que muitas vezes ocorrem em silêncio dentro de residências.