Representante comercial é preso após agredir ex-companheira em Cariacica
Um representante comercial, de 34 anos, foi preso em flagrante na noite deste domingo (1º) após agredir a ex-companheira, de 33 anos, em Cariacica, na região metropolitana da Grande Vitória, no Espírito Santo. A violência doméstica ocorreu após o homem receber uma mensagem informando que não seria o pai biológico do filho da vítima, desencadeando uma série de ataques e ameaças.
Detalhes do caso de violência
De acordo com relatos da Polícia Militar, o suspeito estava em um bar quando recebeu mensagens do suposto pai real da criança, revelando a verdade sobre a paternidade. Isso o levou a um estado de fúria, resultando na agressão física contra a ex-companheira. A vítima informou aos policiais que, ainda na manhã do mesmo dia, o homem já havia ido até sua residência e feito ameaças verbais, demonstrando um padrão de comportamento violento.
Durante o ataque, o representante comercial desferiu um soco na boca da mulher, causando ferimentos aparentes nos lábios, que foram constatados pelos militares no local. Os policiais foram acionados para intervir na situação, encontrando a vítima em estado de vulnerabilidade e medo.
Ameaças e confissão do agressor
Ainda no cenário do crime, o ex-companheiro confirmou os fatos narrados pela vítima e, de maneira alarmante, voltou a ameaçá-la. Ele afirmou explicitamente que, caso fosse preso, mataria a ex-companheira assim que saísse da prisão, evidenciando um risco grave à segurança da mulher. Essa declaração foi registrada pelas autoridades como parte do inquérito.
O representante comercial também informou à polícia que tanto ele quanto a vítima são usuários de cocaína, um detalhe que pode influenciar as investigações sobre o contexto do caso. Ambos foram encaminhados para a 4ª Delegacia Regional de Cariacica para procedimentos legais.
Autuação e medidas legais
Devido ao seu estado alterado e comportamento agressivo, o homem precisou ser algemado durante a custódia. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça, todos enquadrados na forma da Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres em situações de violência doméstica e familiar.
Importante: A autuação não permite o pagamento de fiança, garantindo que o suspeito permaneça detido enquanto o processo judicial avança. Este caso reforça a necessidade de vigilância e ação rápida em situações de violência contra a mulher, especialmente em contextos onde ameaças de morte são envolvidas.
As autoridades continuam a investigar o caso para assegurar a segurança da vítima e aplicar as medidas legais adequadas, destacando a importância da aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha em todo o território brasileiro.