Cantor João Lima é preso após se entregar à polícia por agressões contra ex-esposa
O cantor paraibano João Lima teve sua prisão mantida após audiência de custódia e foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger, em João Pessoa. Ele se apresentou voluntariamente à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira, 26 de agosto, e foi preso em flagrante, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça por crimes de violência doméstica contra sua ex-esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante.
Repercussão de vídeos nas redes sociais levou à prisão
A prisão do artista ocorreu após a ampla divulgação de vídeos nas redes sociais no último sábado, 24 de agosto, que mostram claramente as agressões físicas cometidas por João Lima contra Raphaella Brilhante. Os registros visuais, que viralizaram rapidamente, foram determinantes para a mobilização das autoridades policiais e judiciais. A vítima, que já havia registrado um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de João Pessoa, também obteve uma medida protetiva de urgência, garantindo sua segurança imediata.
Medidas protetivas e restrições impostas pela Justiça
A decisão judicial estabeleceu uma série de restrições rigorosas para o cantor, visando proteger a integridade de Raphaella Brilhante e de seus familiares. Entre as determinações, estão:
- Proibição absoluta de se aproximar da ex-esposa.
- Impedimento de frequentar a residência onde ambos moravam.
- Vedação de qualquer tipo de contato, seja direto ou indireto, com a vítima ou com membros de sua família.
- Estabelecimento de uma distância mínima de segurança de 300 metros.
Essas medidas refletem a gravidade dos fatos e o compromisso do sistema judiciário em coibir casos de violência doméstica com eficácia.
Trâmites legais e possíveis recursos da defesa
De acordo com o advogado Luiz Pereira, representante legal de João Lima, o cantor deve passar por um exame de corpo delito no Instituto de Polícia Científica (IPC), seguido de uma audiência de custódia para avaliar a legalidade da prisão. Apenas após a conclusão desses procedimentos iniciais é que a defesa planeja impetrar um pedido de habeas corpus, buscando a liberdade do artista enquanto o processo segue seu curso. A estratégia jurídica será definida com base nos resultados das perícias e nas argumentações apresentadas durante a audiência.
Relato emocionado da vítima em entrevista exclusiva
Em entrevista exclusiva concedida à TV Cabo Branco e exibida nesta segunda-feira, Raphaella Brilhante descreveu com detalhes os episódios de violência que marcaram seu relacionamento com João Lima. O casamento, realizado em novembro do ano passado, foi permeado por agressões desde os primeiros momentos, incluindo incidentes durante a lua de mel. A médica relatou que o relacionamento, que durou aproximadamente três anos, foi caracterizado por um controle excessivo e por ciúmes doentios por parte do cantor.
Em um texto publicado em suas redes sociais, Raphaella Brilhante confirmou publicamente a violência sofrida, expressando que enfrenta "uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história". Com mais de 600 mil seguidores em uma única plataforma digital, ela destacou que "nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida", reforçando a importância de denúncias e da aplicação das leis. A influenciadora afirmou ainda que todas as medidas legais estão sendo tomadas com respeito às instituições e à Justiça, demonstrando confiança no sistema.
Entenda o caso e como denunciar violência contra a mulher
A Polícia Civil da Paraíba mantém uma investigação aprofundada sobre o cantor João Lima por crimes de violência doméstica, com base nas evidências apresentadas. O caso ganhou notoriedade nacional, levantando debates sobre a proteção às mulheres e a eficácia das políticas públicas no combate a esse tipo de crime.
Para denunciar casos de violência contra a mulher, como estupros, tentativas de feminicídio ou agressões físicas e psicológicas, a população pode utilizar os seguintes canais:
- Disque Denúncia da Polícia Civil: 197
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Disque Denúncia da Polícia Militar (em situações de emergência): 190
Esses serviços são fundamentais para garantir a segurança das vítimas e a responsabilização dos agressores, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária.