Funcionária de creche em Iacanga é afastada após agressões flagradas em câmeras
A Prefeitura de Iacanga, no interior de São Paulo, determinou o afastamento imediato de uma funcionária da creche municipal Maria Aparecida Andozia Castro, suspeita de agredir quatro crianças no local. O caso veio à tona após a análise de imagens de câmeras de segurança que flagraram os supostos maus-tratos.
Denúncia interna e gravidade das imagens
Conforme explicou a secretária municipal de Educação, Ana Cláudia Ferreira Castro Fantin, em entrevista à TV TEM, a denúncia partiu de outra funcionária da própria creche, que solicitou o acesso às filmagens. “Foi através de uma denúncia de uma funcionária, que solicitou as imagens. Após analisar o material, encaminhei o caso para o jurídico”, afirmou a secretária.
Os episódios teriam ocorrido no dia 14 de janeiro, durante o horário do almoço. As imagens, consideradas “bem evidentes” pelas autoridades, mostrariam a funcionária:
- Empurrando as crianças
- Dando tapas na cabeça dos menores
- Forçando uma delas a comer
- Derrubando outra criança no chão
Processo administrativo disciplinar instaurado
Diante da gravidade das evidências, a Prefeitura optou por abrir diretamente um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a servidora, dispensando a etapa preliminar de sindicância. “A sindicância serve apenas para investigar, mas, devido à gravidade, fomos direto ao processo administrativo disciplinar. As imagens falam por si, são bem evidentes”, reforçou Ana Cláudia.
Ao final do processo, que não tem prazo definido para conclusão, a funcionária poderá receber sanções que variam desde advertência até demissão, dependendo da gravidade das infrações apuradas.
Encaminhamentos jurídicos e policiais
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público e as imagens foram mostradas aos pais das crianças envolvidas. Com o apoio do Conselho Tutelar de Iacanga, as famílias registraram boletim de ocorrência por maus-tratos.
A Polícia Civil instaurou um termo circunstanciado, procedimento administrativo semelhante a um inquérito policial. Nos próximos dias, serão ouvidos todos os envolvidos, incluindo:
- Pais das crianças agredidas
- Membros da secretaria municipal de Educação
- Funcionários da creche
- A própria suspeita das agressões
As imagens das câmeras estão sob análise da polícia e não foram divulgadas ao público.