PF em Campinas ganha força integrada contra crime organizado e amplia fiscalização
PF em Campinas reforça combate ao crime com força integrada

Delegacia da PF em Campinas ganha estrutura reforçada e força integrada contra o crime

A Polícia Federal (PF) em Campinas, no interior de São Paulo, está passando por uma significativa reestruturação organizacional. A medida garante à delegacia local uma estrutura operacional semelhante às superintendências estaduais, ampliando sua capacidade de atuação e coordenação.

Nova força integrada e ampliação de atribuições

Um dos pilares centrais dessa transformação é a criação da Força Integrada para Combate ao Crime Organizado (FICO). Esta força não apenas expande o trabalho já realizado pelo grupo especializado em roubos de carga na região, como também estabelece uma capilaridade maior por meio da integração com as forças de segurança do estado de São Paulo.

"A partir do momento da formalização de uma estrutura dessas, amplia-se a parceria com a Força de Segurança Estadual. Você passa a ter uma capilaridade maior e a possibilidade de contar com policiais militares e outras forças atuando em conjunto sob coordenação desse grupo", explica o delegado-chefe da PF em Campinas, André Almeida de Azevedo Ribeiro.

Segundo o delegado, a FICO já demonstrou resultados práticos durante sua fase de formatação, com a localização de uma fábrica de fuzis destinada a organizações criminosas na cidade de Americana. A partir de agora, qualquer investigação que envolva crime organizado, incluindo roubo de carga, tráfico de drogas ou crimes violentos, contará com essa troca permanente de informações entre forças federais e estaduais para desarticular quadrilhas.

Reforço no efetivo e novas responsabilidades de fiscalização

Além da força integrada, a reestruturação prevê um reforço de 15% no quadro de servidores até o final de 2026. A expectativa é que novos policiais federais, incluindo agentes recém-formados e outros realocados de áreas como fronteiras na região Norte, comecem a integrar a unidade ao longo deste ano.

"A tendência é que a gente receba policiais que hoje estão atuando nas áreas de fronteiras, na região Norte do país, e novos policiais sejam recebidos também nessa unidade. Então a gente passa agora a preencher essa estrutura ao longo do ano e aumentando o nosso efetivo já dentro dessa nova organização", detalha Ribeiro.

A delegacia também se estrutura melhor para assumir novas atribuições, como a fiscalização dos CACs (Colecionadores, Atiradores Esportivos e Caçadores), responsabilidade que deixou de ser do Exército em julho de 2025. Na região de Campinas, estima-se que existam cerca de 35 mil CACs a serem fiscalizados.

Outras áreas de atuação reforçada incluem:

  • Trabalhos envolvendo produtos químicos controlados
  • Segurança privada
  • Controle migratório no Aeroporto Internacional de Viracopos, onde mais de 80 mil passaportes foram expedidos no ano passado

Campinas entre as quatro delegacias prioritárias

A delegacia de Campinas é uma das apenas quatro unidades da Polícia Federal no país a receber essa reestruturação diferenciada, por serem consideradas de grande fluxo e importância estratégica. As outras são as delegacias de Guarulhos e Santos, em São Paulo, e Foz do Iguaçu, no Paraná.

"São as quatro delegacias que tem uma estrutura agora formalmente reconhecida pela administração e diferenciada", completa o delegado André Almeida de Azevedo Ribeiro, destacando o papel central que Campinas passa a desempenhar no combate ao crime organizado na região.