Segunda fase do julgamento da morte de Erlan Oliveira ocorre em Petrolina
Julgamento de morte de empresário tem segunda fase em Petrolina

Segunda fase do processo de julgamento da morte de Erlan Oliveira é realizada em Petrolina

Nesta segunda-feira, dia 2, o Fórum de Petrolina, localizado no Sertão de Pernambuco, deu continuidade ao processo de julgamento dos seis indivíduos acusados pela morte do empresário piauiense Erlan Oliveira. Esta etapa, que marca a segunda fase do procedimento judicial, concentra-se na audiência de instrução, onde serão ouvidas testemunhas tanto da acusação quanto da defesa.

Questionamentos da defesa sobre provas e procedimentos

Os advogados de defesa presentes no fórum levantaram questões significativas sobre a condução do caso. Weryd Simões, um dos defensores, destacou a ausência de vídeos que circulam nas redes sociais, os quais supostamente mostrariam a ação de um sétimo envolvido não acusado pela promotoria. "As imagens amplamente divulgadas pela imprensa e redes sociais nunca foram juntadas pela polícia civil no processo", afirmou Simões, reforçando que determinações judiciais para inclusão de gravações de câmeras de circuito do local ainda não foram cumpridas.

Além disso, a defesa apontou falhas na documentação médica. Testemunhas indicaram que a vítima passou por pelo menos três hospitais antes do óbito, mas os laudos correspondentes não foram integrados aos autos. "Essa documentação precisa ser submetida ao crime do contraditório", insistiu Simões, que também mencionou pedidos não atendidos para realização de exame toxicológico, solicitado repetidamente desde a data do fato.

Detalhes sobre os acusados e alegações de defesa

Os seis réus enfrentam situações distintas no processo:

  • João Ítalo Barbosa, Iak Lima e José Lima Ferreira Júnior estão presos.
  • Vitória Maria e Laiza Guimarães Coelho cumprem prisão domiciliar.
  • Franklin Aquino responde ao processo em liberdade.

O advogado Wagner Veloso, representando Franklin Aquino, argumentou pela inclusão de provas que inocentariam seu cliente. "Franklin não triscou, não chegou sequer a ter um contato físico com o Erlan. Ele apenas desligou um carro que a vítima, fora de si, tentava mover perto de mais de cem pessoas", explicou Veloso, enfatizando a necessidade de esclarecer a sequência dos acontecimentos.

Contexto do caso e próximos passos

Erlan Oliveira foi agredido por um grupo em um bar na Avenida Sete de Setembro, em Petrolina, em junho do ano passado, após sair do São João da cidade. A investigação policial apontou que o empresário desligou o som de um "paredão" em um veículo, o que teria motivado a reação violenta. Ele foi socorrido, transferido para o Piauí em uma UTI aérea, mas sofreu morte cerebral.

O advogado Brenno Marrone ressaltou que muitos pontos do caso ainda precisam ser esclarecidos. "É para isso que serve a audiência de instrução: discutir as provas existentes, requerer as que faltam e exercer o amplo direito ao contraditório", afirmou. A expectativa é que esta segunda audiência seja concluída na terça-feira, dia 3. Posteriormente, a juíza Elani Brandão Ribeiro decidirá se aceita a acusação para todos os réus e se eles seguirão para o tribunal do júri, marcando um momento crucial na busca por justiça neste trágico episódio.