Roubo de celulares dispara 20% no Rio de Janeiro em 2025, segundo dados oficiais
O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou, no final de janeiro, um relatório que revela um aumento significativo nos roubos de celulares no estado do Rio de Janeiro durante o ano de 2025. Sob o governo de Castro, os números saltaram para 25.625 casos, representando um crescimento de quase 20% em comparação com os 21.416 registros de 2024.
Retorno aos patamares pré-pandemia e contexto histórico
Esse aumento coloca o total de roubos de smartphones próximo ao patamar observado antes da pandemia de Covid-19. Em 2019, por exemplo, foram contabilizados 26.788 casos no estado. A pesquisa do ISP destaca que esse tipo de crime foi interrompido em 2020, quando as medidas de distanciamento social mantiveram a maioria da população em casa.
Com a retomada da normalidade, uma nova onda crescente de roubos se estabeleceu, indicando uma tendência preocupante para a segurança pública carioca. Em maio do ano passado, reportagens já alertavam sobre o aumento dos casos, confirmando agora os dados oficiais.
Contraste com outros crimes e apreensões de armas
Em contrapartida, o relatório aponta uma pequena queda de 2,7% nos roubos a pedestres, que passaram de 58.521 para 56.937 em 2025. Também houve uma redução de 18,4% nos casos de roubo de veículos, com a pesquisa destacando que o número se manteve estável até 2022 e encerrou a série com uma nova queda observada em 2025.
No que diz respeito às apreensões de armas de fogo, os dados mostram uma desaceleração. Em 2025, foram contabilizadas 6.113 apreensões, uma queda de 0,6% em relação ao ano anterior. No entanto, a apreensão de fuzis é uma exceção, com um aumento de 25,7% comparado a 2024.
Aumento na letalidade violenta e perfil das vítimas
O índice de letalidade violência, que abrange homicídio doloso, morte por intervenção de agente do estado, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, subiu 1,9% em 2025. Foram 3.881 vítimas no total, com a maioria sendo homens (89,3%).
O perfil das vítimas revela que pessoas pretas ou pardas são as principais afetadas (69,1%), enquanto a principal faixa etária dos mortos está entre 18 e 29 anos (37,4%). Além disso, o número de policiais mortos em serviço também cresceu, passando de 43 para 50 casos, sendo essa a principal causa dentro do índice de letalidade violenta.
Implicações para a segurança pública no Rio
Esses dados destacam um cenário complexo para a segurança no estado, com o roubo de celulares servindo como um indicador alarmante da violência urbana. O aumento nos casos, especialmente após a pandemia, sugere desafios contínuos para as políticas de segurança implementadas sob o governo Castro.
A combinação do crescimento nos roubos de smartphones com o aumento na letalidade violenta e nas mortes de policiais em serviço aponta para a necessidade de estratégias mais eficazes no combate ao crime na capital fluminense e em todo o estado do Rio de Janeiro.