Primo de crianças desaparecidas em Bacabal recebe alta e auxilia ativamente nas buscas
O desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completou três semanas sem que as autoridades tenham localizado pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos. Em um desenvolvimento significativo, o menino Anderson Kauã, primo das crianças, recebeu alta hospitalar na manhã desta terça-feira, 20 de agosto, após passar catorze dias internado em Bacabal, no Maranhão.
Participação judicialmente autorizada nas operações
Com uma autorização especial da Justiça, Kauã integrou-se imediatamente às equipes de busca assim que deixou o hospital. A Secretaria de Estado da Segurança Pública confirmou que o menino acompanhou os policiais até uma região de mata densa, indicando o trajeto percorrido com os primos até uma cabana abandonada. Este momento representou uma tentativa crucial de reconstituir os últimos passos das crianças antes do desaparecimento.
Expansão das áreas de busca e investigações em curso
As forças de segurança estaduais e federais continuam a ampliar as operações de busca em uma vasta área que inclui matas fechadas e as margens do rio Mearim. Três pontos principais permanecem no centro das investigações policiais:
- A última localização conhecida das crianças.
- O local exato onde Anderson Kauã foi encontrado.
- O relato detalhado fornecido pelo menino após seu resgate.
Ouvidoria de testemunhas e reforço nas diligências
Na segunda-feira, 19 de agosto, agentes da SSP-MA visitaram uma vila de pescadores no povoado São Raimundo, próximo à área onde Kauã foi localizado há doze dias. Os moradores foram ouvidos como testemunhas, uma vez que, até o momento, não existem indícios de seu envolvimento no caso. A intenção é coletar o máximo de informações possíveis que possam auxiliar na localização de Ágatha e Allan.
Uma comissão especializada, composta por oito delegados e investigadores da Polícia Civil do Maranhão, coordena o inquérito. Paralelamente, a força-tarefa mantém buscas intensivas em múltiplas frentes:
- Áreas de mata ao redor do quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças residiam.
- Regiões próximas ao povoado São Raimundo.
- Trechos do rio Mearim e suas adjacências.
Mesmo sem vestígios concretos, as operações seguem com determinação, na esperança de encontrar os irmãos desaparecidos.