Piloto empresário é preso após briga banal por chiclete deixar adolescente em coma grave no Distrito Federal
Uma discussão aparentemente trivial envolvendo um chiclete culminou em violência extrema que deixou um adolescente de 16 anos internado em estado de coma considerado grave. O agressor identificado é o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de apenas 19 anos, que foi preso na última sexta-feira, dia 30, após a divulgação de vídeos chocantes do ocorrido.
Detalhes da agressão que chocou Vicente Pires
O episódio violento aconteceu na saída de uma festa no bairro de Vicente Pires, região administrativa do Distrito Federal. Câmeras de segurança e gravações de celulares capturaram o momento em que Pedro Turra troca socos com o adolescente, mesmo diante de apelos para que parasse. A situação fugiu do controle em questão de segundos.
O rapaz de 16 anos recebeu um golpe que o fez bater com a cabeça na porta de um carro. Testemunhas relatam que, inicialmente, a vítima saiu lúcida da briga, porém sangrava profusamente. Rapidamente, seu estado se deteriorou.
Traumatismo craniano e parada cardíaca de 12 minutos
O adolescente sofreu um traumatismo craniano grave, foi submetido a uma cirurgia de emergência na cabeça e enfrentou uma parada cardiorrespiratória que durou impressionantes 12 minutos. Desde então, permanece em coma, com seu estado de saúde classificado como muito sério.
A família se reveza 24 horas por dia no hospital, acompanhando cada etapa do tratamento. Em entrevista exclusiva ao programa Fantástico, o pai da vítima, que pediu para não ter o rosto mostrado por medo de retaliações, descreveu o desespero vivido no pronto-socorro.
"Ele estava em uma cama e começou a ter convulsão. A gente estava no lado, na portinha, e toda hora a porta abria, enfermeiras correndo. A gente estava lá rezando, orando. É um desespero que, assim, é surreal", relatou o pai, acrescentando com emoção: "As pessoas estão orando por ele... Porque a gente acredita em milagre. E hoje, o que ele precisa é milagre".
Versões conflitantes e histórico policial do acusado
Em seu primeiro depoimento, Pedro Turra afirmou à polícia que não tinha intenção de machucar o adolescente. No entanto, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, contestou essa narrativa após ouvir testemunhas e amigos da vítima.
"Ouvindo amigos da vítima, a gente conseguiu chegar à verdade: que o autor cuspiu na vítima no momento em que ela estava ali parada na parte externa do condomínio. A própria vítima, antes de ficar inconsciente, narrou essa versão ali para os amigos", declarou o delegado.
A investigação revelou que Pedro Turra já é alvo de investigação em quatro casos anteriores na polícia, sendo três deles por agressão. Este histórico preocupante contribuiu para a decisão judicial de decretar sua prisão.
Novas denúncias de violência emergem após prisão
Após a divulgação do caso, outras vítimas se manifestaram. Uma jovem de 18 anos procurou as autoridades para relatar que o piloto a forçou a ingerir álcool durante uma festa. Outro jovem, também de 18 anos, afirmou ter sido agredido por Pedro com socos nas costas e golpes na cabeça.
Um vídeo adicional circulou nas redes sociais, mostrando Pedro Turra dando tapas no rosto de um homem. Diante desse padrão de comportamento violento, a Justiça agiu rapidamente.
Busca e apreensão revela armas e possível manipulação de provas
No mesmo dia da prisão, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do acusado. Os agentes apreenderam celular, computador, uma faca e um soco inglês – objeto que potencializa o impacto de golpes.
O juiz responsável pelo caso identificou indícios de que Pedro Turra teria usado as redes sociais para combinar versões com testemunhas, possivelmente para sustentar uma tese de legítima defesa. Ele responderá criminalmente por lesão corporal gravíssima.
Os advogados de defesa, representados por Ênio Bastos, emitiram uma nota afirmando que o piloto está arrependido e que sua família está preocupada com a situação do adolescente. Eles também alegaram que Pedro vem sofrendo ameaças na cadeia, o que levou a Justiça a determinar sua transferência para uma cela privativa.
Enquanto a família da vítima clama por um milagre e acompanha cada batimento cardíaco do adolescente, o caso expõe as consequências devastadoras da violência impulsiva e a importância da responsabilização legal, mesmo quando o agressor é uma figura pública jovem com recursos financeiros.