Celulares se tornam alvo principal de criminosos em Santarém, com mais de 500 casos registrados
Os crimes de roubo e furto de celulares continuam a figurar entre os mais frequentes na Delegacia de Polícia Civil de Santarém, localizada no oeste do estado do Pará. Somente no ano passado, foram contabilizados impressionantes 506 boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de delito, um número que as autoridades policiais consideram alarmante e elevado.
Importância do registro detalhado para recuperação e prevenção
De acordo com a Delegacia de Repressão a Roubos, o registro da ocorrência é um passo fundamental não apenas para tentar recuperar o aparelho, mas também para evitar que o número do celular seja utilizado em golpes ou outras atividades criminosas. O procedimento pode ser realizado de forma presencial ou através da Delegacia Virtual da Polícia Civil, oferecendo flexibilidade aos cidadãos.
O delegado Erik Peterson explicou que um registro minucioso aumenta significativamente as chances de localização do dispositivo. Ele enfatizou a necessidade de informar o IMEI, além de detalhes como marca, modelo e cor do celular. "Colocar o e-mail do aparelho, que são aqueles 15 números que vêm na nota fiscal ou na caixa do aparelho, colocar a marca, o modelo, a cor do aparelho, assim como o número do telefone que esse aparelho estava sendo utilizado", orientou o delegado.
Desmontagem e revenda dificultam recuperação, mas há esperança
A polícia também alerta que uma parte considerável dos celulares roubados acaba sendo desmontada para a venda de peças individuais, o que complica bastante o processo de recuperação. No entanto, mesmo nesses casos, aparelhos que são revendidos a terceiros podem ser identificados e devolvidos aos seus legítimos proprietários. "Os aparelhos que são vendidos e passam para terceiras pessoas a gente consegue recuperar e devolver", afirmou o delegado Erik Peterson.
Em dezembro, a Polícia Civil conseguiu um resultado positivo, recuperando e devolvendo 21 celulares que haviam sido roubados, furtados ou extraviados, graças a ações coordenadas pela chefia de operações da seccional.
Cuidados na compra de celulares usados e riscos de receptação
Outro ponto que exige atenção é a compra de celulares usados. A Polícia Civil adverte que adquirir aparelhos sem nota fiscal ou procedência conhecida pode configurar o crime de receptação. A orientação é clara e direta: "não comprar celulares sem caixa, nota fiscal ou identificação do verdadeiro proprietário", reforçou o delegado.
Medidas de segurança digital para proteger informações sensíveis
Além da atuação policial, especialistas em segurança reforçam a importância da prevenção proativa. O especialista em segurança digital Marcos Costa destacou que o celular concentra hoje uma vasta gama de informações sensíveis, incluindo dados bancários e pessoais. Segundo ele, "tudo está lá. Contas bancárias, conversas, cenas. Então, virou hoje um, podemos dizer, um atrativo para os criminosos".
Entre as recomendações essenciais para os usuários estão:
- Uso de senhas diferentes para cada aplicativo
- Ativação de biometria e reconhecimento facial
- Implementação de verificação em duas etapas
- Ativação de ferramentas de rastreamento do dispositivo
O especialista alertou que "quanto mais barreiras de segurança o usuário cria, mais difícil fica a ação criminosa".
Conclusão: ações combinadas para reduzir prejuízos
Diante desse cenário preocupante, as autoridades reforçam que registrar a ocorrência de forma adequada, adotar medidas robustas de segurança digital e exercer cautela na compra de aparelhos usados são atitudes fundamentais para reduzir prejuízos e dificultar a atuação dos criminosos. A combinação dessas práticas pode contribuir significativamente para a segurança dos cidadãos em Santarém e região.