TCU arquiva investigação sobre resgate de Nadine Heredia pela FAB no Peru
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu uma boa notícia ao governo Lula no fim do ano passado, ao arquivar a investigação sobre os gastos envolvendo o resgate de Nadine Heredia, a ex-primeira-dama peruana condenada por corrupção. A operação, ordenada pelo presidente Lula, mobilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para buscar Nadine em Lima, impedindo que ela fosse presa após receber asilo diplomático.
Detalhes da operação e custos públicos
O transporte de Nadine Heredia custou aos cofres públicos brasileiros um total de 345.000 reais. A ex-primeira-dama, que foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em casos ligados à Lava-Jato, como propinas da empreiteira Odebrecht, recebeu salvo-conduto do governo peruano. Isso permitiu que ela deixasse a embaixada brasileira em Lima e viajasse para o Brasil em 16 de abril de 2025, evitando o início do cumprimento da pena.
Justificativa do TCU para o arquivamento
Em despacho, o TCU explicou que não tem competência para fiscalizar a matéria, apesar de uma solicitação do Congresso Nacional para auditoria sobre a legalidade, necessidade e economicidade da despesa. Os ministros do tribunal concordaram em informar à comissão demandante sobre a impossibilidade de atuação, argumentando que o caso foge à alçada da Corte de Contas. Essa decisão contrasta com a atuação recente do TCU, que tem se envolvido em questões como o Banco Central, mas optou por não se meter neste resgate específico.
O episódio envolve figuras políticas de alto escalão, com Nadine Heredia sendo esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala e tendo sido primeira-dama do Peru entre 2011 e 2016. A operação de resgate gerou debates sobre o uso de recursos públicos e as relações diplomáticas entre Brasil e Peru, destacando-se como um caso emblemático de corrupção internacional e asilo político.