PF cancela depoimentos no caso Master-BRB; apenas diretor do Master é ouvido
PF cancela depoimentos no caso Master-BRB; diretor é ouvido

Polícia Federal cancela depoimentos no caso Master-BRB; apenas diretor do Master é ouvido

A Polícia Federal (PF) desmarcou três depoimentos de investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), conforme informado pelas defesas dos envolvidos. Com essa mudança, foi mantida apenas a oitiva de Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master.

Detalhes dos depoimentos cancelados e realizados

Inicialmente, Bull seria ouvido de forma presencial no Supremo Tribunal Federal (STF), mas optou por prestar depoimento de maneira virtual aos investigadores. Sua audiência teve início por volta das 10h10 desta terça-feira. De acordo com advogados, a PF realizou uma consulta para verificar se os investigados estariam dispostos a falar nos depoimentos marcados para este dia.

No entanto, as defesas informaram que não tiveram acesso a todos os documentos liberados do processo e, portanto, poderiam não prestar esclarecimentos adequados. Diante disso, a delegada responsável pelo caso teria cancelado a programação dos três depoimentos.

Além de Luiz Antonio Bull, estavam previstos para serem ouvidos nesta terça-feira:

  • Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB
  • Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master
  • Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master

Contexto dos depoimentos anteriores e impactos do caso

Na segunda-feira (26), a PF enfrentou transtornos com parte dos depoimentos marcados sobre o caso Master. Os investigadores ouviram, por uma hora, Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB.

Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master, fez uma declaração inicial afirmando que não tinha poder de gestão na assinatura de contratos e, posteriormente, invocou o direito de permanecer calado, não respondendo às perguntas da PF.

As defesas de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada, e de Henrique Souza e Silva Peretto, empresário, solicitaram o adiamento dos depoimentos sob a alegação de que não tiveram acesso ao inquérito. Dessa forma, argumentaram que seus clientes não poderiam responder adequadamente às questões.

Os depoimentos realizados e os futuros podem impactar significativamente os desdobramentos do caso. Se os investigados e as provas já reunidas pela Polícia Federal implicarem pessoas com foro privilegiado, o inquérito deve permanecer no Supremo Tribunal Federal.

Por outro lado, se não houver conexão de condutas em apuração com autoridades que possuem foro, os investigadores podem solicitar que parte da investigação retorne para a primeira instância da Justiça. Essa movimentação dependeria da autorização do ministro Dias Toffoli, que é o relator do caso no STF.

O caso ganhou destaque após testemunhas relatarem que os aportes do Rioprevidência no Banco Master cresceram sete vezes em um ano sem a aprovação de um comitê, levantando questões sobre a transparência e legalidade das operações envolvendo as instituições financeiras.