Operador de Daniel Vorcaro já foi citado pela PF em pagamentos de propina a políticos na Lava-Jato
Apontado como "operador tático e intermediário" do banqueiro Daniel Vorcaro nos negócios do Banco Master, Ascendino Madureira Garcia, conhecido como Dino, é um velho conhecido dos investigadores da Polícia Federal. Seu nome surgiu nas páginas policiais durante a Operação Lava-Jato, que desvendou um grande esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo pagamentos de propinas por empreiteiras a políticos em troca de vantagens na petroleira.
Investigações anteriores e conexões com o escândalo
Dino foi investigado por operar propinas da Odebrecht a políticos envolvidos no escândalo da Petrobras em paraísos fiscais. Essa investigação destacou seu papel em movimentações financeiras complexas e ajustes contábeis que facilitaram o fluxo de recursos ilícitos. Agora, na investigação do Banco Master, ele é citado como elo entre Vorcaro e Artur Figueiredo, responsável pela execução técnica das movimentações e ajustes contábeis no interior do grupo.
Papel na estrutura do Banco Master
Como operador tático, Dino atuava na coordenação de estratégias e na intermediação de negócios, garantindo que as operações do banco seguissem um fluxo contínuo e alinhado com os interesses dos envolvidos. Sua experiência em lidar com transações em paraísos fiscais e em ajustes contábeis o tornou uma peça-chave na estrutura operacional do grupo, facilitando a conexão entre as esferas financeiras e políticas.
A Polícia Federal continua a investigar as ramificações desse caso, buscando entender melhor como essas operações impactaram o sistema financeiro e político brasileiro. A revelação do envolvimento de Dino reforça a complexidade e a extensão dos esquemas de corrupção que marcaram a Lava-Jato, destacando a necessidade de vigilância constante nas instituições financeiras.