Contrato de R$ 5 milhões do Banco Master com escritório de Lewandowski é revelado
Contrato de R$ 5 milhões do Banco Master com Lewandowski

Contrato milionário do Banco Master com escritório de Lewandowski é revelado

O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu um total de R$ 5 milhões do Banco Master para a prestação de serviços de consultoria jurídica. A informação foi divulgada pela colunista Andreza Matais, do jornal Metrópoles, e gerou repercussão nos meios políticos e jurídicos.

Detalhes do contrato e valores envolvidos

De acordo com a reportagem, o contrato foi firmado em 28 de agosto de 2023, com um valor mensal de R$ 250 mil. Os pagamentos estavam programados para prosseguir até setembro de 2025, o que significa que o acordo se estenderia por mais de um ano e seis meses após Lewandowski assumir o Ministério da Justiça, em fevereiro de 2024.

O contrato foi mantido mesmo depois que ele tomou posse no cargo ministerial, levantando questões sobre a compatibilidade entre as atividades privadas e públicas.

Indicação de Jaques Wagner e envolvimento do Banco Master

Segundo a coluna, o contrato entre o escritório do ex-ministro e o Banco Master foi estabelecido por indicação do senador Jaques Wagner (PT-BA). A assessoria do parlamentar confirmou a indicação ao Metrópoles, afirmando que Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski.

Quando questionada sobre quem realizou a consulta, a assessoria de Jaques Wagner informou que ele foi procurado pela direção do Banco Master, sem especificar qual pessoa em particular.

Posicionamento da assessoria de Lewandowski

Em nota enviada ao g1, a assessoria de Ricardo Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao Banco Master após ele deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023. A nota esclarece que o ministro retornou às atividades de advocacia nesse período e atendeu a vários clientes, incluindo o banco.

No entanto, a assessoria destacou que, ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com isso, ele deixou de atuar em todos os casos, conforme o comunicado oficial.

Repercussão e silêncio de Jaques Wagner

O senador Jaques Wagner, procurado pelo g1 para comentar o caso, ainda não se manifestou sobre a revelação. A situação coloca em evidência as relações entre o setor financeiro e figuras públicas de alto escalão, especialmente em um contexto de transparência e ética na administração pública.

Este caso levanta debates sobre a regulamentação de contratos entre entidades privadas e ex-membros do Judiciário ou do Executivo, um tema sensível na política brasileira atual.