Caminhada de Nikolas Ferreira atrai políticos e influenciadores em protesto a Brasília
A caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em direção a Brasília (DF), iniciada em Paracatu, no Triângulo Mineiro, tem se transformado em um evento que reúne uma diversidade de figuras públicas. O protesto, que tem como objetivo contestar as prisões dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem atraído dezenas de políticos, influenciadores, cantores e pastores, todos em busca de holofotes e visibilidade.
Críticas ao oportunismo e ao palco político
Em um vídeo que circula amplamente nas redes sociais, o próprio Nikolas Ferreira expressou sua insatisfação com o que chamou de oportunismo. Ele criticou a tentativa de transformar a mobilização em um palco político e pessoal, declarando nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026: Estou me lixando se você é candidato. Isso aqui não é uma parada eleitoreira. Essa postura reflete a tensão entre o propósito original do protesto e a apropriação por parte de outros atores.
Presenças políticas de destaque na mobilização
A caminhada tem contado com a participação de diversos parlamentares e figuras políticas, incluindo:
- Deputados federais: André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO).
- Senadores: Marcio Bittar (PL-AC), José Medeiros (PL-MT) e Magno Malta (PL-ES).
- Vereadores: Pablo Almeida (PL), Vile Santos (PL), Rafael Satiê (PL), Lucas Pavanato (PL), Zoe Martinez (PL), Guilherme Kilter (Novo) e Rony Gabriel (PL).
- Além disso, Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, também marcou presença no evento.
Influenciadores e figuras do universo evangélico
Além dos políticos, a caminhada tem atraído influenciadores ligados à extrema direita, como Pedro Pôncio, ex-membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e Paulo Kogos. Do universo evangélico, destacam-se a presença do pastor Guilherme Batista e do cantor gospel Marcelo Bonifácio, ampliando o alcance e a diversidade do protesto.
Contexto e impacto da mobilização
Esta mobilização ocorre em um contexto político polarizado, com foco nas questões relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023. A caminhada de Nikolas Ferreira não só serve como um ato de protesto, mas também como um fenômeno midiático, atraindo atenção nacional e gerando debates sobre liberdade de expressão, justiça e o papel das figuras públicas em movimentos sociais. A presença de tantas personalidades em busca de visibilidade levanta questões sobre os verdadeiros motivos por trás da participação, contrastando com a crítica inicial do deputado ao oportunismo.