Tiroteio durante operação policial paralisa trens do ramal Saracuruna no Rio
Um intenso tiroteio nas proximidades da estação de Manguinhos, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, provocou a paralisação completa da circulação dos trens do ramal Saracuruna na manhã desta quinta-feira, dia 29. O incidente ocorreu durante uma operação da Polícia Civil na comunidade, resultando em momentos de tensão e interrupção significativa no serviço ferroviário.
Operação policial e impacto no transporte
De acordo com informações da SuperVia, concessionária responsável pelo sistema de trens metropolitanos, por volta das 6h20, as composições foram obrigadas a aguardar ordem de circulação devido à ação policial em andamento. Até às 6h30, quatro indivíduos já haviam sido presos pelos agentes. A situação se agravou quando disparos de arma de fogo atingiram a rede aérea dos trens, componente essencial para a operação das composições.
Técnicos da SuperVia foram imediatamente acionados para realizar uma apuração detalhada no local, com o objetivo de avaliar possíveis danos à infraestrutura e garantir a segurança dos passageiros. Em nota oficial, a empresa enfatizou que a segurança é uma prioridade absoluta e que está tomando todas as medidas necessárias para normalizar o serviço o mais rápido possível.
Operação Torniquete contra roubo de cargas
O tiroteio está diretamente relacionado a uma nova fase da Operação Torniquete, deflagrada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC). Esta ação visa combater um grupo criminoso envolvido em roubo de cargas e receptação desses materiais, com mandados de prisão e busca e apreensão sendo cumpridos durante a operação.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a região de Manguinhos era utilizada como um ponto estratégico para transbordo e armazenamento de cargas roubadas, especialmente em vias expressas como a Avenida Brasil e a Rodovia Washington Luiz. O grupo criminoso é apontado como ligado à facção Comando Vermelho, uma das mais atuantes no estado do Rio de Janeiro.
Detalhes das investigações e alvos da quadrilha
As investigações revelaram que a quadrilha tinha como principal alvo cargas de óleos lubrificantes, contando com receptadores especializados nesse tipo de material. Além disso, indicações apontam para o envolvimento de funcionários de transportadoras, que supostamente repassavam informações privilegiadas sobre cargas e datas de transporte em troca de pagamento.
De acordo com a polícia, o dinheiro obtido com os roubos de cargas era utilizado para financiar a compra de armas e drogas, alimentando um ciclo de violência e criminalidade na região. A operação busca desarticular essa rede criminosa e recuperar parte dos prejuízos causados às empresas de transporte.
O incidente em Manguinhos destaca os desafios contínuos de segurança pública no Rio de Janeiro e o impacto direto que operações policiais podem ter na vida cotidiana dos cidadãos, especialmente no que diz respeito ao transporte urbano. Autoridades seguem monitorando a situação para garantir a normalização dos serviços e a segurança da população local.