Operação policial em Cubatão prende dois após troca de tiros e apreende armas e drogas
Operação em Cubatão prende dois após confronto com PMs

Confronto armado em operação policial resulta em prisões e apreensões em Cubatão

Uma intensa operação policial contra o tráfico de drogas no bairro Vila Esperança, em Cubatão, no litoral de São Paulo, terminou com dois homens presos em flagrante após uma troca de tiros com agentes da Polícia Militar. O incidente ocorreu no domingo (25) e mobilizou equipes em uma ação que se estendeu por áreas de mangue e mata, revelando um cenário de violência e criminalidade organizada.

Detalhes do confronto e prisão dos suspeitos

Segundo informações do boletim de ocorrência, a operação foi deflagrada após a PM receber denúncias de que homens armados estavam fugindo pelo mangue da região. Ao chegarem ao local, os policiais afirmam ter sido recebidos a tiros por um indivíduo portando uma espingarda. Os agentes revidaram, iniciando um confronto que levou os suspeitos a se refugiarem na mata densa.

Enquanto uma equipe atuava em um ponto, outra adentrou pela zona rural e também foi alvo de disparos. Após a troca de tiros, os policiais ouviram um pedido de socorro vindo do matagal e acionaram imediatamente o resgate. Jonathan Pereira Gomes Viveiros, de 32 anos, foi localizado ferido e socorrido pelos próprios agentes. Com ele, foi encontrada uma bolsa contendo celular, crack e anotações supostamente relacionadas ao tráfico.

Apreensões significativas de armas e entorpecentes

Nas proximidades do local onde Jonathan foi capturado, os policiais realizaram uma série de apreensões que evidenciam a gravidade do caso. Foram confiscados:

  • Uma espingarda
  • Dinheiro em espécie, totalizando R$ 3,6 mil
  • 120 pinos de cocaína
  • Outro celular
  • Uma mochila com drogas, rádios de comunicação e outros objetos ligados a atividades criminosas

Jonathan foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Cubatão, onde permanece internado sob escolta policial. A reportagem tentou obter informações sobre seu estado de saúde junto à prefeitura, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. Ele será investigado pelos crimes de tráfico de drogas e tentativa de homicídio.

Segundo suspeito é capturado com arsenal

Durante a varredura no mangue, os policiais encontraram Alex Bernardo de Azevedo da Silva, de 29 anos, conhecido pelo apelido de Coringa, tentando se esconder próximo a um fuzil com carregador vazio e uma pistola da Polícia Rodoviária Federal. Ele se rendeu sem resistência e relatou aos agentes que havia perdido os carregadores durante a fuga.

Alex também informou sobre a existência de um colete balístico em sua residência, que foi posteriormente apreendido pela polícia. O suspeito foi levado ao pronto-socorro para avaliação médica e, em seguida, encaminhado à delegacia. Contra ele, havia três mandados de prisão em aberto: dois preventivos e um temporário.

Procedimentos policiais e investigações em andamento

De acordo com o boletim de ocorrência, foi requisitada perícia técnica para o local do confronto. Tanto Alex quanto os sete policiais militares que participaram da troca de tiros passaram por exame residuográfico, procedimento padrão para detectar resíduos de pólvora.

As drogas apreendidas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística (IC) para análise laboratorial. As armas utilizadas pelos policiais também foram individualizadas, periciadas e devolvidas, seguindo os protocolos estabelecidos. O caso foi registrado na Delegacia de Cubatão como tentativa de homicídio e tráfico de drogas, com acionamento do protocolo de preso de periculosidade.

Defesa de Alex nega envolvimento e alega inocência

Em nota enviada à imprensa, o advogado Geovani Souza de Deus, responsável pela defesa de Alex, afirmou que seu cliente nega veementemente as acusações de tentativa de homicídio contra policiais, tráfico de drogas e associação para o tráfico. A defesa argumenta que Alex não portava armamento e, em momento algum, efetuou disparos contra as guarnições.

"Sua fuga no momento da incursão policial na Vila Esperança ocorreu exclusivamente pelo receio de ser preso, uma vez que possuía um mandado em aberto por não ter retornado de uma saída temporária — decisão motivada pelas condições degradantes e desumanas do sistema prisional", explicou o advogado.

De acordo com a versão da defesa, as drogas e armas apreendidas na operação pertenciam a outras pessoas, não identificadas, que conseguiram fugir do local. O advogado informou que irá solicitar acesso às imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na ocorrência, acreditando que os registros comprovarão a inocência do acusado.

"Os registros comprovarão a inocência do acusado e a ausência de qualquer objeto ilícito em sua posse. Por fim, em sede policial, o custodiado exerceu seu direito constitucional ao silêncio devido à falta de acesso integral aos autos, reservando-se o direito de manifestar-se exclusivamente em juízo", completou Geovani Souza de Deus.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Jonathan até a publicação desta matéria. Ambos os presos já passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva, aguardando os desdobramentos das investigações.