Operação Apito Final: MP e Polícia Civil cumprem 30 mandados contra torcidas organizadas no Ceará
Operação Apito Final: 30 mandados contra torcidas no Ceará

Operação Apito Final: MP e Polícia Civil cumprem 30 mandados contra torcidas organizadas no Ceará

O Ministério Público do Ceará e a Polícia Civil realizaram, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação “Apito Final”. A ação investiga crimes supostamente praticados por integrantes de torcidas organizadas no estado, com foco em confrontos violentos entre torcedores de Ceará e Fortaleza.

Detalhes da operação e apreensões

Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos na capital, Fortaleza, e no município de Maracanaú. Os investigados são acusados de organizar e participar de diversos conflitos e tumultos ocorridos em eventos esportivos.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, HDs e computadores, que serão analisados para coletar informações cruciais para as investigações do Ministério Público do Ceará. Esses dispositivos podem conter evidências digitais que ajudem a elucidar os crimes.

Restrições impostas pela Justiça

Os alvos dos mandados de busca e apreensão também foram proibidos pela Justiça de frequentar quaisquer eventos esportivos que envolvam os clubes Ceará e Fortaleza. Essa medida visa prevenir novos confrontos e garantir a segurança pública durante os jogos.

Conforme o Ministério Público, os suspeitos poderão responder por crimes graves, incluindo:

  • Tumulto
  • Associação criminosa
  • Homicídio
  • Lesão corporal grave e seguida de morte

Contexto da investigação e descobertas

A terceira fase da Operação Apito Final foi realizada após uma análise minuciosa dos materiais apreendidos em operações anteriores. Esses materiais indicavam a atuação de integrantes das torcidas organizadas no planejamento de ataques a outras torcidas, revelando um nível de organização preocupante.

A investigação apontou ainda que os suspeitos estavam envolvidos na fabricação de artefatos explosivos e utilizavam armas de fogo em situação irregular durante as ações violentas. Essas descobertas destacam a gravidade dos crimes e a necessidade de medidas rigorosas para combater a violência no esporte.

A operação continua em andamento, com as autoridades coletando mais evidências para fortalecer o caso e garantir que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.