Filha de corretora desaparecida acompanha de perto as investigações policiais em Caldas Novas
A filha de Daiane Alves Souza, uma corretora de imóveis de 43 anos que desapareceu em 17 de dezembro de 2025 na cidade de Caldas Novas, está ativamente envolvida no acompanhamento das investigações conduzidas pelas autoridades. O caso ganhou contornos dramáticos após revelações de que a profissional enfrentava um conflito significativo com moradores do prédio onde residia, incluindo uma tentativa de expulsão aprovada em assembleia do condomínio.
Conflito no condomínio e decisão judicial
De acordo com a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, a corretora era alvo de uma perseguição sistemática por parte do condomínio, com registros feitos em boletins de ocorrência. Em agosto de 2025, aproximadamente quatro meses antes do desaparecimento, os moradores realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária que decidiu, por maioria, pela expulsão de Daiane do edifício. A decisão exigia que ela deixasse o local em até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção.
No entanto, a corretora recorreu à Justiça, alegando irregularidades na convocação da assembleia e a ausência de um direito de defesa adequado. O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até uma análise completa do caso, entendendo que Daiane não teve oportunidade de se defender e que a assembleia pode não ter seguido as regras internas do condomínio, como prazos e formas corretas de convocação.
Detalhes do desaparecimento e investigações em andamento
Daiane desapareceu após descer do apartamento para o subsolo do edifício a fim de verificar uma interrupção de energia. Segundo relatos familiares, ela deixou a porta do apartamento aberta ao sair, indicando a intenção de um retorno rápido. No dia seguinte, a mãe encontrou a porta fechada, levantando suspeitas sobre os eventos ocorridos.
Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria para conversar com o recepcionista e retornando ao elevador para descer ao subsolo. Familiares afirmam que não há registros de Daiane saindo do prédio ou voltando ao apartamento após esse momento.
A polícia quebrou o sigilo bancário de Daiane e constatou que não houve movimentação financeira após o desaparecimento. Além disso, seu carro estava em uma oficina em Uberlândia, Minas Gerais, e ela costumava utilizar aplicativos de transporte para se locomover em Caldas Novas.
Força-tarefa policial e busca por respostas
A Polícia Civil de Goiás montou uma força-tarefa dedicada para investigar o desaparecimento, incluindo diligências de campo, oitivas de testemunhas, análises técnicas e outras medidas investigativas. A família, especialmente a filha de Daiane, permanece em contato próximo com as autoridades, esperando por esclarecimentos sobre o paradeiro da corretora.
O caso continua a gerar preocupação na comunidade local, com a investigação focada em entender as circunstâncias do desaparecimento e o possível vínculo com o conflito no condomínio. A Justiça segue monitorando o processo relacionado à tentativa de expulsão, enquanto a polícia busca evidências que possam levar a respostas concretas.