Criminosos invadem duas farmácias no Rio e roubam canetas emagrecedoras
Na madrugada desta quinta-feira (29), a Zona Norte do Rio de Janeiro foi palco de dois assaltos a farmácias que chamaram a atenção pelas características semelhantes e pelo alvo principal: canetas emagrecedoras. Os crimes ocorreram em pontos diferentes da região, revelando uma tendência preocupante de roubos a produtos de alto valor no mercado.
Primeiro assalto em Irajá
Por volta das 0h40, uma farmácia localizada na Avenida Monsenhor Félix, em Irajá, foi invadida por um grupo de cinco criminosos. De acordo com relatos de testemunhas, o grupo era composto por três homens e duas mulheres, sendo uma delas grávida. Durante a ação, os assaltantes levaram uma variedade de itens, incluindo medicamentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal e, principalmente, as cobiçadas canetas emagrecedoras.
Além do roubo de mercadorias, um cliente que estava no local teve seu celular e carteira subtraídos. Funcionários da farmácia também foram ameaçados pelos criminosos, que agiram de forma rápida e violenta, deixando a população local em alerta.
Segundo crime na Vila da Penha
Pouco tempo depois, outro estabelecimento farmacêutico foi alvo de assalto, desta vez no Largo do Bicão, na Vila da Penha. Nesse caso, os criminosos focaram em levar cosméticos e, novamente, as canetas emagrecedoras, produtos que têm se tornado alvo frequente de roubos devido ao seu alto custo no mercado.
Testemunhas indicam que, embora os dois crimes tenham características semelhantes, eles podem ter sido cometidos por grupos diferentes. No entanto, ambos os ataques compartilham o objetivo de buscar mercadorias de maior valor, evidenciando uma estratégia criminosa organizada.
Contexto e reação das autoridades
As canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento de obesidade e diabetes, têm ganhado destaque em roubos a farmácias nos últimos tempos, devido ao seu preço elevado e alta demanda no mercado ilegal. Esse fenômeno reflete uma preocupação crescente com a segurança em estabelecimentos comerciais na região.
Procuradas para comentar os casos, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro não se pronunciaram até o momento, deixando a comunidade local ansiosa por respostas e medidas de prevenção. A falta de informações oficiais aumenta a sensação de insegurança entre moradores e comerciantes da Zona Norte.
Esses incidentes destacam a necessidade de reforço na segurança pública e vigilância em áreas comerciais, especialmente em horários noturnos, quando criminosos tendem a agir com mais frequência. A população espera que as autoridades tomem providências para evitar novos episódios semelhantes.