Quadrilha disfarçada de técnicos de energia é presa ao furtar cabos subterrâneos no Rio
Ladrões disfarçados de técnicos de energia são presos no Rio

Quadrilha especializada em furto de cabos é desarticulada pela polícia no Rio de Janeiro

Na madrugada desta segunda-feira (26), a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante dois homens acusados de integrar uma quadrilha especializada no furto de cabos subterrâneos de energia. A ação criminosa ocorreu na Rua Edgard Werneck, em Jacarepaguá, nas proximidades da Cidade de Deus, na Zona Oeste da capital fluminense.

Modus operandi sofisticado com disfarces e simulação de obras

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma planejada e com uma logística estruturada. Os criminosos se disfarçavam de funcionários de uma concessionária de energia, utilizando carros, cones de sinalização e ferramentas de perfuração para simular serviços regulares na via pública.

O procedimento padrão da quadrilha incluía:

  • Chegar ao local em veículos preparados para o crime
  • Colocar cones na rua para criar a aparência de uma obra autorizada
  • Abrir buracos nas calçadas para acessar o cabeamento subterrâneo
  • Utilizar equipamentos específicos para retirar os cabos com rapidez

Flagrante policial após denúncia e tentativa de fuga

Policiais da 41ª DP (Tanque) receberam uma denúncia e retornaram ao local onde, na semana anterior, câmeras de segurança já haviam flagrado ação semelhante. Desta vez, os agentes conseguiram surpreender os criminosos em plena atividade.

Durante a abordagem, uma carreta utilizada no esquema tentou furar o bloqueio policial e chegou a ser jogada contra uma viatura na tentativa de escapar. Os policiais conseguiram evitar a colisão, mas quatro suspeitos fugiram a pé e um conseguiu escapar em uma motocicleta.

Foram presos em flagrante Darlan Santana dos Santos Soares, de 22 anos, e Douglas Carneiro Valuche, de 43 anos, pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa.

Estrutura criminosa de alto valor e prejuízos significativos

O delegado Ricardo Barboza, titular da 41ª DP, destacou a sofisticação da operação criminosa. "Esse grupo tem uma logística muito bem estruturada. Eles atuavam com caminhão, carro, moto e todo o material de perfuração. Não é uma ação improvisada", afirmou o delegado.

Entre os detalhes revelados pela investigação:

  1. A carreta utilizada no crime vale mais de R$ 500 mil e foi apreendida sem placa dianteira e com a placa traseira encoberta por plástico
  2. O prejuízo estimado apenas do furto desta madrugada chega a R$ 50 mil
  3. Os criminosos tinham preocupação clara em dificultar a identificação, removendo e cobrindo placas dos veículos
  4. Um dos presos afirmou em depoimento que receberia R$ 200 para cavar o buraco e foi contratado por comparsas identificados apenas por apelidos

Material apreendido e continuidade das investigações

Além dos dois presos e da carreta, os policiais apreenderam um cabo subterrâneo preso a uma corrente e gancho (indicando o uso de reboque para puxar o material), dois celulares e as ferramentas utilizadas no crime.

A Polícia Civil informou que outros suspeitos já foram identificados e seguem sendo procurados. Um dos homens que fugiu de moto foi reconhecido pelos investigadores, que buscam agora identificar o receptador do material furtado.

Todos os envolvidos são moradores da Cidade de Deus e atuavam principalmente nas zonas Sudoeste e Oeste do Rio, onde conheciam exatamente os locais mais vulneráveis para a prática dos furtos. O grupo revendia o material roubado, caracterizando uma operação criminosa organizada com fins lucrativos.