Líder de facção catarinense é capturado em fortaleza blindada no Mato Grosso do Sul
Um dos chefes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) foi preso no último sábado (31) em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Hélio Ricardo Cardoso Filho, conhecido pelo apelido de GG, estava foragido da Justiça de Santa Catarina e tinha mandados de prisão com condenação já transitada em julgado, o que significa que não cabem mais recursos.
Antecedentes criminais e prisão em casa fortificada
O homem possui antecedentes por crimes graves, incluindo homicídio qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A polícia não divulgou detalhes específicos desses casos, mas confirmou as acusações.
A prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina (Ficco-SC). Os agentes encontraram GG em uma residência que funcionava como um verdadeiro bunker, com portas blindadas e um forte esquema de segurança, assemelhando-se a uma fortaleza. Para acessar o local, a polícia precisou usar uma viatura para derrubar o portão.
Arsenal apreendido e transferência para presídio de segurança máxima
Durante a operação, foi apreendido um impressionante arsenal na casa onde o criminoso se escondia. Os itens confiscados incluem:
- 1 fuzil calibre 5.56
- 1 fuzil calibre 7.62
- 2 pistolas calibre 9 mm
- 4 carregadores de fuzil
- 4 caixas de munição calibre 9 mm
- 3 caixas de munição calibre 5.56
- 1 sacola com munição calibre 7.62
- 1 caminhonete
- 1 motocicleta esportiva
Após a prisão, Hélio Ricardo foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã. No domingo (1º), ele passou por audiência de custódia, onde a polícia argumentou que não poderia ser colocado em liberdade devido aos mandados de prisão com trânsito em julgado.
Nesta segunda-feira (2), o criminoso foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí, onde permanece à disposição da Justiça. A defesa do preso não foi localizada para comentar o caso.
Esta operação reforça os esforços das forças de segurança no combate ao crime organizado, destacando a sofisticação dos esquemas de segurança utilizados por líderes faccionais e a importância de ações integradas para sua captura.