Três presos em RO em operação que investiga tortura ordenada por influenciadora digital
Três presos em RO em operação sobre tortura de influenciadora

Três suspeitos são presos em Rondônia em operação que apura tortura ordenada por influenciadora digital

A Polícia Civil de Rondônia efetuou a prisão de três indivíduos nesta sexta-feira, 23 de agosto, durante a segunda etapa da Operação Arur Betach. Os detidos estão sob investigação por suposta participação em atos de tortura associados a uma organização criminosa, conforme divulgado pela corporação policial.

Mandados cumpridos e detalhes da investigação

Além das prisões preventivas, a operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados. As diligências fazem parte de um inquérito que se iniciou em outubro de 2025, quando a influenciadora digital Iza Paiva, de 26 anos, foi detida em Porto Velho.

Iza Paiva é suspeita de ter ordenado que integrantes do Comando Vermelho torturassem dois homens que invadiram e furtaram sua residência. Segundo as autoridades, a influenciadora mantinha "estreitos vínculos" com a facção e, ao invés de acionar as forças de segurança, determinou que os suspeitos do furto fossem localizados, punidos e que os bens roubados fossem recuperados.

Significado do nome da operação e contexto das redes sociais

A operação recebeu o nome de "Arur Betach", uma expressão em hebraico que significa "maldito o que confia". Curiosamente, essa mesma frase foi utilizada pela própria Iza Paiva em suas redes sociais logo após os episódios que são alvo das investigações.

Nas plataformas digitais, a influenciadora costumava exibir viagens e quantias em "dinheiro vivo", um comportamento que chamou a atenção das autoridades durante as apurações. A polícia ressalta que, mesmo ciente da gravidade dos fatos, ela optou por não notificar as instâncias competentes, preferindo uma solução extrajudicial por meio da facção criminosa.

Repercussões e andamento do caso

O caso ganhou notoriedade nacional devido ao envolvimento de uma personalidade das redes sociais em crimes violentos. As prisões desta sexta-feira representam um avanço significativo nas investigações, que continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes e possíveis conexões com outras atividades ilícitas.

A Polícia Civil de Rondônia mantém o sigilo sobre informações adicionais, mas reforça o compromisso com o combate à criminalidade organizada e a proteção dos direitos fundamentais, condenando veementemente qualquer forma de tortura ou justiça pelas próprias mãos.