Terceiro suspeito de roubo e tortura contra idoso cadeirante é preso em São Francisco
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta sexta-feira (13), um homem de 21 anos investigado por roubar, torturar e cortar parte da orelha de um idoso cadeirante de 82 anos. O crime ocorreu em Pintópolis, no dia 15 de janeiro, e outros dois suspeitos já haviam sido detidos anteriormente.
Detalhes do crime violento
Segundo as investigações da PCMG, o homem preso e seus comparsas invadiram a casa da vítima, que tem uma das pernas amputadas e usa cadeira de rodas. Inicialmente, dois dos assaltantes pularam o muro e arrombaram a porta da residência, levando R$ 80 da carteira do idoso. Horas depois, os três retornaram ao local, forçaram a porta novamente, agrediram a vítima, ameaçaram-na de morte e roubaram mais R$ 8.500.
A delegada Jennifer Caroline dos Reis Pereira destacou a gravidade do caso: “Os atos violentos foram cometidos contra um idoso indefeso, que não conseguiu pedir ajuda ou acionar a polícia após os atos”. Devido à sua dificuldade de locomoção, a vítima só conseguiu buscar auxílio no dia seguinte, sendo atendida em um posto de saúde com um corte de seis centímetros na orelha, além de sangramento e dor no coto da perna esquerda.
Investigações e prisões anteriores
Os dois primeiros suspeitos, de 26 e 40 anos, foram presos no dia do crime. O homem de 26 anos assumiu ter entrado na casa com o outro preso e voltado depois com um terceiro comparsa, alegando que arrecadaram pouco dinheiro na primeira investida. Ele também relatou que o terceiro suspeito ficou com uma quantia maior em dinheiro, com planos de divisão posterior.
O segundo suspeito, de 40 anos, negou envolvimento no crime, mas possui 10 registros policiais por crimes como furto, roubo e lesão corporal. Já o de 26 anos tem três registros, incluindo um por furto. As buscas pelo terceiro suspeito foram intensificadas, culminando em sua prisão em São Francisco.
Confissão e apreensão de provas
O homem preso nesta sexta-feira admitiu participação no roubo. No momento da prisão, ele estava com um celular novo, que confessou ter comprado com o dinheiro da vítima. A delegada explicou que as medidas cautelares foram fundamentadas por depoimentos e elementos técnicos reunidos durante a investigação, sendo prontamente atendidas pelo Poder Judiciário.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso, que chocou a comunidade local e reforça a importância da atuação policial em crimes contra idosos vulneráveis.