Suspeito de emboscada que matou sargento da PM em Porto Velho é preso após sete anos
Um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do sargento da Polícia Militar João Américo Carneiro dos Santos foi preso na manhã desta sexta-feira (23), no município de Costa Marques, em Rondônia. O crime ocorreu em junho de 2017, em frente a um escritório de advocacia, na capital Porto Velho, e a prisão marca um avanço nas investigações após sete anos do ocorrido.
Detalhes da prisão e investigação
A prisão foi realizada por policiais civis da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), com apoio da Delegacia de Polícia de Costa Marques. O suspeito, que não teve o nome divulgado, era considerado foragido da Justiça e é apontado como integrante de um grupo criminoso investigado por outros crimes, principalmente nas regiões de Vista Alegre do Abunã e Extrema, distritos de Porto Velho.
Segundo a polícia, o homicídio foi resultado de uma emboscada encomendada por José Pereira dos Santos, conhecido como “Zé do Brejo”. De acordo com as investigações, ele pagou cerca de R$ 30 mil aos executores para realizar o crime. O sargento foi atingido por aproximadamente 13 disparos de arma de fogo e morreu ainda no local, sem chance de reação, mesmo estando armado.
Relembre o caso do assassinato
O sargento foi morto a tiros quando deixava um escritório de advocacia. Ele estava dentro de uma caminhonete, manobrando para sair do estacionamento, quando foi atacado por dois suspeitos. Na época do crime, o então diretor-geral da Delegacia de Homicídios, delegado Carlos Eduardo Ferreira, informou que pelo menos quatro pessoas participaram diretamente da execução.
A motivação do crime, segundo o delegado, foi um acerto de contas entre a vítima e “Zé do Brejo”, que acabou sendo morto a tiros em março de 2018. “Os dois crimes são resultado de disputas por terras e exploração ilegal de madeira na região da Ponta do Abunã”, destacou o delegado na época, ligando o caso a conflitos ambientais e territoriais na área.
Contexto e implicações
Este caso ressalta a violência associada a crimes organizados em Rondônia, envolvendo disputas por recursos naturais. A prisão do suspeito após anos de fuga demonstra a persistência das autoridades em resolver crimes graves, mesmo com o passar do tempo. A investigação continua para identificar e prender outros envolvidos, reforçando a necessidade de ações coordenadas entre delegacias especializadas e locais.
A comunidade de Porto Velho e região acompanha com atenção o desfecho deste caso, que chocou a população em 2017 e agora traz uma nova esperança por justiça. A polícia civil mantém esforços para combater a criminalidade organizada, com foco em proteger os cidadãos e garantir a segurança pública.