Suspeito de homicídio em Iguape foi reprovado em teste psicológico da PM em 2021
Suspeito de matar cabeleireiro foi reprovado em teste da PM

Suspeito de homicídio em Iguape havia sido reprovado em teste psicológico da Polícia Militar

Alysson Augusto Alves Franco, de 27 anos, suspeito de matar o cabeleireiro Denilson Nascimento Alves, de 28 anos, após uma discussão motivada por ciúmes em Iguape, no litoral de São Paulo, tentou ingressar na Polícia Militar do estado. No entanto, em 2021, ele foi reprovado no exame psicológico necessário para o cargo de Soldado de 2ª Classe, conforme apurou o g1.

Detenção e liberação após crime violento

O crime ocorreu na madrugada de sábado (31), no bairro Rocio, em Iguape. Alysson foi preso em flagrante pela PM no Centro da cidade, mas acabou liberado na manhã do mesmo dia após passar por audiência de custódia. Ao ser detido, ele confessou aos policiais que esfaqueou a vítima durante a discussão, alegando ter agido em legítima defesa após ser atacado.

De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada por moradores que testemunharam a briga. Denilson Nascimento Alves foi esfaqueado abaixo da axila e morreu no local. O suspeito fugiu em um carro, mas uma equipe da Força Tática localizou o veículo a cerca de 4 quilômetros do crime. Alysson foi encontrado com as roupas sujas de sangue e estava acompanhado de uma amiga.

Exame psicológico revelou personalidade instável

O exame psicológico realizado em 2021, que barrou a entrada de Alysson na PM, concluiu que ele não atendia ao perfil exigido para o cargo. O psicólogo responsável destacou que o candidato não apresentou aptidão em pontos específicos, como relacionamento interpessoal e capacidade de liderança.

"Seus testes evidenciam uma personalidade instável e pouco persistente, temor de situações novas, riscos e iniciativas, receio em relação ao futuro e aos relacionamentos", afirmou o profissional no laudo. A condição, segundo o exame, poderia prejudicar o desempenho das funções de Soldado.

Tentativa frustrada de anular a reprovação na Justiça

Alysson entrou na Justiça para tentar anular a reprovação no exame psicológico. Ele alegou que não foi informado sobre os motivos da reprovação e que o teste era ilegal. No entanto, a Justiça negou o pedido e manteve a decisão da corporação.

O juiz responsável pelo caso destacou que o suspeito sabia da necessidade de realização do teste, conforme o edital do concurso, e disse que ele poderia ter comparecido à Diretoria de Pessoal para ter ciência da causa da reprovação, mas não o fez.

Itens apreendidos e argumentos da defesa

Após a prisão, a Polícia Militar apreendeu dois celulares – um do suspeito e outro da vítima –, um relógio com marcas de sangue e o veículo utilizado na fuga. O delegado de Iguape solicitou perícia nos itens para auxiliar nas investigações.

Alysson foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Registro e, posteriormente, liberado após a audiência de custódia. De acordo com sua advogada, Patrícia Benevides, a defesa apresentou teses, argumentos e documentos que resultaram na concessão da liberdade provisória, já que ele preenche todos os requisitos legais para responder ao processo em liberdade.

O caso continua sob investigação das autoridades policiais, que buscam esclarecer todos os detalhes do crime passional que chocou a comunidade de Iguape.