Ruan Carlos: suspeito de mandante do assassinato de supervisor do CRB tem prisão mantida
Suspeito de mandante de crime contra supervisor do CRB segue preso

Suspeito de mandante do assassinato de supervisor do CRB tem prisão mantida após audiência de custódia

O suspeito de ser o mandante do assassinato do coordenador das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, teve a prisão preventiva mantida após passar por audiência de custódia nesta quarta-feira, 28 de fevereiro. A informação foi confirmada ao portal g1 pelo advogado de defesa, Napoleão Júnior.

Identificação e encaminhamento do acusado

Identificado como Ruan Ferreira, de 30 anos, o suspeito foi encaminhado para o Sistema Prisional de Alagoas logo após a decisão judicial. A defesa se manifestou pela desnecessidade da prisão porque entende que ele deveria responder ao processo em liberdade, já que todos os presumidos autores materiais já foram capturados pela polícia, explicou o advogado Napoleão Júnior. No entanto, o magistrado que conduziu a audiência entendeu de forma diferente, e meu cliente segue preso.

Negativa do acusado e silêncio durante interrogatório

De acordo com a defesa, Ruan Ferreira nega veementemente ter pago R$ 10 mil pelo cometimento do crime. A polícia levantou a informação de que haveria participação da Letícia, ex-companheira do Joba, e eu perguntei ao Ruan, relatou o advogado. Ele se manteve em silêncio e só disse que a conhecia. Não falou nada sobre relacionamento com ela.

A delegada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro, destacou que Ruan é historiador e não possui antecedentes criminais. Durante o interrogatório, ele confirmou apenas informações básicas, como nome e profissão. Infelizmente ele não colaborou com a investigação, que segue, mas em breve a gente vai concluir, afirmou a delegada. Basicamente o caso já está elucidado. Ele estava bastante nervoso. Só respondeu a primeira parte do interrogatório, que é no tocante à pessoa. Mas na parte dos fatos ele preferiu ficar em silêncio. Não confirmou, nem negou.

Motivação do crime e detalhes da investigação

A delegada Tacyane Ribeiro havia informado anteriormente que o coordenador do CRB foi morto por ciúmes, com o mandante pagando R$ 10 mil pela execução. Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros na manhã da última sexta-feira, 23 de fevereiro, no bairro da Santa Lúcia, em Maceió.

Segundo a polícia, Joba mantinha um relacionamento com uma mulher e, após o término, ela se envolveu com Ruan. Como a relação entre os dois não deu certo, a mulher estaria reatando com Joba, o que causou insatisfação a Ruan. Não tem nada a ver com briga de torcida organizada, mas uma questão pessoal, explicou a delegada. O Ruan contratou essas pessoas para matar a vítima. O plano estava arquitetado desde dezembro do ano passado. Foram 10 mil reais [o valor para a execução]. R$ 4 mil foram pagos na terça-feira, antes do crime.

Mortes de suspeitos e apreensões

Três suspeitos de terem envolvimento direto no assassinato de Joba morreram após uma troca de tiros com a polícia no bairro Clima Bom, em Maceió. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), que não divulgou os nomes dos indivíduos.

A delegada Tacyane Pinheiro explicou que o trio foi localizado após a moto utilizada na fuga do executor do crime ser identificada. O responsável pela moto foi preso, enquanto os outros três teriam resistido à abordagem, atirando contra os policiais. Eles foram feridos e socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Com os suspeitos, a polícia apreendeu dois revólveres, uma pistola e dois capacetes.

Ex-companheira da vítima e conclusões da perícia

A delegada esclareceu ainda que não há elementos suficientes para incluir a ex-companheira de Joba na autoria ou participação do crime. A Polícia Civil periciou o aparelho celular da mulher, mas nada suspeito foi encontrado, mantendo-a fora das acusações formais até o momento.

O CRB, clube alagoano, lamentou publicamente a morte de Johanisson Lima, o Joba, reconhecendo sua contribuição para as categorias de base do time. O caso continua sob investigação, com a polícia trabalhando para consolidar todas as evidências e encaminhar o processo à Justiça.