Polícia busca mulher suspeita de matar adolescente de 17 anos em distribuidora de Palmas
Suspeita de homicídio de adolescente em Palmas é procurada pela polícia

Polícia procura mulher suspeita de homicídio de adolescente em Palmas

A polícia está em busca de uma mulher suspeita de ter cometido um homicídio que chocou a comunidade de Palmas, no Tocantins. A vítima é Esmeralda Domingos da Silva, uma adolescente de apenas 17 anos, cheia de sonhos e planos para o futuro, incluindo o desejo de se tornar dançarina.

Detalhes do crime na distribuidora

O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira, dia 28, em uma distribuidora localizada no Jardim Aureny IV, na região sul da capital tocantinense. Testemunhas relataram à polícia que Esmeralda estava no estabelecimento quando um casal se aproximou e sentou-se perto dela. Após um breve desentendimento, uma mulher sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra a jovem, que foi atingida gravemente.

Terceiros que estavam no local levaram a adolescente em estado crítico para a Unidade de Pronto Atendimento Sul, mas, infelizmente, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu após dar entrada na unidade de saúde. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos de praxe, enquanto a Polícia Científica realizava a perícia no local do crime.

A vida e os desafios de Esmeralda

Em entrevista ao g1, uma tia da vítima, que preferiu não se identificar, compartilhou detalhes emocionantes sobre a personalidade e a trajetória de vida da sobrinha. "Ela queria ser dançarina desde nova. Alegre e todos aqui onde morávamos gostavam dela. Cuidava e brincava com as outras crianças, que a amavam", contou a familiar, destacando o caráter afetuoso e sociável da jovem.

No entanto, Esmeralda enfrentava sérios desafios psicológicos. Ela possuía um laudo médico que diagnosticava Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, além de dificuldade intelectual e hiperatividade. A tia explicou que, apesar de todo o apoio e atenção da família, a adolescente muitas vezes se recusava a continuar o tratamento medicamentoso, buscando alívio em saídas constantes e na dança com amigos.

A situação familiar era complexa. A mãe de Esmeralda não conseguia cuidar diretamente da filha devido a um caso irreversível de esquizofrenia, que requer tratamento contínuo. Por isso, a avó materna assumiu a responsabilidade pelos cuidados da jovem e de seus irmãos. "Foi amada e criada pela avó materna, que tinha toda a responsabilidade e fez tudo por ela", afirmou a tia.

Tragicamente, em setembro de 2024, a avó faleceu vítima de câncer, o que, segundo a familiar, abalou ainda mais a condição psicológica de Esmeralda. "Mamãe morreu em setembro de 2024 por um câncer e, infelizmente, isso abalou ainda mais a condição psicológica de Esmeralda", lamentou.

Investigação policial em andamento

Equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa estiveram no local do crime e na unidade de saúde para colher depoimentos e iniciar as investigações. A Secretaria da Segurança Pública informou, nesta sexta-feira, dia 30, que o inquérito segue em andamento para esclarecer a autoria, as circunstâncias e a motivação do homicídio.

As autoridades destacaram que não é possível repassar mais detalhes no momento, a fim de não comprometer o andamento das investigações. A tia de Esmeralda reforçou que a adolescente não conhecia a mulher apontada como autora do crime e não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas.

"O mais importante será esclarecer que Esmeralda tem uma família que zelava por ela. Cuidamos e tentamos proteger. Estamos dilacerados", afirmou a familiar, em um depoimento emocionado que ressalta o impacto devastador da perda.

Esmeralda não estava estudando no momento do crime, mas, segundo a tia, era uma jovem cheia de energia e sonhos, que enfrentava as típicas incertezas da adolescência com o apoio incondicional da família. A polícia continua a busca pela suspeita, enquanto a comunidade de Palmas lamenta a perda prematura de mais uma vida jovem.