Síndico confessou assassinato de corretora em Caldas Novas e foi preso com filho
Síndico confessou assassinato de corretora em Caldas Novas

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, que estava desaparecida desde dezembro de 2022 em Caldas Novas, região sul de Goiás, foi finalmente localizado após uma confissão dramática. O síndico Cleber Rosa de Oliveira admitiu ter cometido o crime e levou as autoridades policiais até o local onde abandonou a vítima, em uma área de mata às margens da GO-213, no município de Ipameri, a aproximadamente 20 quilômetros de distância.

Detalhes da prisão e confissão

Cleber Rosa de Oliveira e seu filho, Maicon Douglas, foram presos enquanto dormiam na última quarta-feira, 28 de maio de 2025. A prisão ocorreu após investigações que vinculavam os dois ao desaparecimento da corretora. Durante a audiência de custódia realizada na quinta-feira, 29 de maio, Cleber confirmou ter assassinado Daiane e indicou o ponto exato onde deixou o corpo, facilitando a descoberta pelos agentes.

Histórico de conflitos e denúncias

De acordo com a Polícia Civil, a relação entre Daiane Alves Souza e o síndico era marcada por uma série de desentendimentos e incidentes graves. Ao longo de dez meses em 2025, Cleber teria praticado atos de perseguição, conhecidos como stalking, com agravante de abuso de função. As queixas incluíam interrupções deliberadas de energia elétrica, agressões físicas e verbais, além de tentativas de atrapalhar o trabalho profissional da corretora.

O Ministério Público de Goiás já apresentou denúncia contra Cleber pelo crime de perseguição, destacando o abuso de sua posição como síndico. A defesa do acusado afirmou que ele colaborou com as investigações durante a audiência, respondendo a todas as perguntas dos investigadores. Já a defesa de Maicon Douglas sustenta que o jovem não teve qualquer participação, direta ou indireta, no assassinato confessado pelo pai.

Antecedentes criminais do síndico

Cleber Rosa de Oliveira não é novidade no sistema judicial. Em junho de 2022, ele foi preso em flagrante por adulterar a placa de um veículo, utilizando fita isolante para evitar multas de trânsito. Na ocasião, ele foi liberado após pagar uma fiança no valor de R$ 1.212. Esse processo foi arquivado em maio de 2025, pouco antes da nova prisão relacionada ao homicídio da corretora.

Repercussões e investigações em andamento

O filho de Cleber, Maicon Douglas, é investigado não apenas por possível cumplicidade no assassinato, mas também por supostamente atrapalhar as investigações policiais direcionadas ao pai. Curiosamente, no mesmo dia do crime, Maicon publicou uma foto em suas redes sociais relembrando uma viagem à praia, em um momento considerado insensível pelas autoridades.

Ambos os acusados permanecem presos após a audiência de custódia, aguardando as próximas etapas do processo legal. O caso continua sob análise do Ministério Público de Goiás, que busca esclarecer todos os detalhes do crime e a extensão da participação de cada envolvido.

A comunidade de Caldas Novas e região tem acompanhado com atenção o desenrolar deste trágico episódio, que chocou moradores e destacou a gravidade dos conflitos entre vizinhos e a importância da atuação eficaz das forças de segurança.