Humorista Seu Waldemar tem prisão decretada por dívida de pensão alimentícia em Goiás
Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido artisticamente como Seu Waldemar, teve a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) devido ao não pagamento de pensão alimentícia. A decisão judicial estabelece uma pena de 90 dias de prisão, com um prazo de validade de dois anos para o cumprimento da medida, conforme informações da advogada Flávia Aragão, que representa a parte interessada no caso.
Dívida acumulada e mandado de prisão
O humorista acumula uma dívida de R$ 20.621 referente aos valores de pensão alimentícia que deixou de pagar. O mandado de prisão foi emitido e está aberto desde novembro de 2025, aguardando execução. A reportagem tentou contato com Waldemar para obter um posicionamento, mas não houve retorno até o momento da última atualização desta matéria.
Além da ação por pensão alimentícia, a advogada Flávia Aragão revelou ao g1 que a mãe da criança envolvida move outros processos contra o humorista. Esses incluem uma dívida de penhora que ultrapassa R$ 90 mil, uma ação por abandono afetivo e uma ação de alimentos em favor do pai de Waldemar, ampliando as questões jurídicas em torno do caso.
Situação atual e possíveis desdobramentos
Atualmente, Waldemar Neto cursa medicina e reside no Paraguai, mas não é considerado foragido pela justiça brasileira. No entanto, a advogada informou que já notificou as autoridades policiais do país sobre o mandado de prisão, visando facilitar uma eventual captura. Caso o humorista quite a dívida de pensão alimentícia, ele poderá evitar a prisão, conforme destacado por Flávia Aragão.
Relato da mãe sobre abandono afetivo
Sami Moura, mãe da criança, relatou ao g1 que Waldemar tinha um comportamento de abandono afetivo em relação ao filho, Enrico. Ela explicou que o humorista buscava o menino apenas para deixá-lo na casa de sua própria mãe, sem exercer de fato a convivência paterna. “Ele tinha um certo vínculo enquanto a avó paterna ainda era viva. Era ela quem efetivamente mantinha o vínculo do Enrico com a família paterna, sendo verdadeiramente apaixonada pelo neto e fazendo questão de estar presente”, contou Sami.
Segundo o relato, a única vez que Waldemar teve contato direto com o filho foi em 19 de janeiro de 2025, e os pagamentos da pensão alimentícia estão paralisados desde março do mesmo ano. Sami ainda mencionou que, apesar de morar no Paraguai, Waldemar esteve em Goiânia em várias ocasiões, mas nunca demonstrou interesse em visitar o filho, reforçando as alegações de abandono.
Este caso se soma a outros episódios recentes envolvendo dívidas de pensão alimentícia no estado de Goiás, destacando a seriedade com que a justiça tem tratado tais questões. As autoridades continuam monitorando a situação, enquanto a defesa do humorista pode buscar alternativas legais para resolver o impasse.