Policial militar é absolvido após atirar contra pai e filho em bar de Goiânia
PM absolvido após atirar em pai e filho em bar de Goiânia

Policial militar é absolvido após atirar contra pai e filho em bar de Goiânia

O policial militar Caio César de Souza Dias, de 37 anos, foi absolvido pela Justiça após ter atirado contra um homem e um adolescente durante uma briga em um bar de Goiânia. A decisão judicial ocorreu na quarta-feira (28), quando o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, mas optou pela absolvição do acusado em ambos os casos.

Detalhes da sentença e argumentos da defesa

De acordo com a sentença do juiz Antônio Fernandes de Oliveira, o Ministério Público havia pedido a condenação do policial por dupla tentativa de homicídio qualificado. No entanto, a defesa de Caio César sustentou três pontos principais para justificar a absolvição:

  • Alegou que o policial agiu em legítima defesa durante o confronto.
  • Apresentou a tese de desclassificação das condutas para o crime de lesão corporal, com base na desistência voluntária.
  • Argumentou que o réu teria agido sob forte emoção após ser provocado pelas vítimas.

O juiz decidiu pela absolvição do policial de todas as acusações, aceitando os argumentos da defesa. Até a última atualização da matéria, o g1 não conseguiu contato com a defesa das vítimas para comentar o caso, nem obteve retorno da defesa de Caio César.

Relembre o caso ocorrido em 2023

O policial militar Caio César foi preso em 2023, suspeito de balear um pai e seu filho, que na época tinham 42 e 16 anos, no bar Velho Texas, em Goiânia. O incidente aconteceu na madrugada do dia 30 de abril de 2023, e um vídeo registrou a cena de confusão no local, mostrando gritaria e agitação.

Segundo a Polícia Militar (PM), o sargento admitiu ter efetuado os disparos, mas defendeu-se alegando que agiu em legítima defesa, afirmando que as duas vítimas o teriam agredido previamente. O caso gerou grande repercussão na época, com notícias sobre a prisão do policial e a manutenção de sua custódia pela Justiça.

Caio César trabalha como motorista do governo do Estado, e o julgamento recente encerra um capítulo polêmico deste episódio, que envolveu troca de socos e empurrões antes dos tiros. A absolvição levanta debates sobre os limites da legítima defesa e a atuação de agentes de segurança em situações de conflito.