Piloto preso no DF após briga por chiclete que deixou adolescente em coma
Piloto preso no DF por briga que deixou adolescente em coma

Piloto é mantido preso no Distrito Federal após briga banal que deixou adolescente em coma

A Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão do piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, durante audiência de custódia realizada no último sábado. O jovem é investigado por ter se envolvido em uma violenta briga motivada por um simples chiclete, ocorrida em Vicente Pires, na semana anterior.

Decisão judicial e transferência para cela isolada

O magistrado responsável pelo caso determinou a transferência de Turra para uma cela isolada, citando riscos concretos à sua integridade física devido à grande exposição midiática do episódio. Conforme informações confirmadas pela defesa do acusado, a transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda está prevista para ocorrer ainda nesta segunda-feira.

Prisão foi decretada com base em múltiplas evidências

A prisão do piloto foi efetivada na residência de sua mãe na última sexta-feira. Durante as buscas realizadas pela polícia em sua casa, localizada em Águas Claras, foram apreendidos diversos itens, incluindo:

  • Celulares;
  • Facas;
  • Um soco inglês.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, esses objetos eram utilizados por Turra para amedrontar outras pessoas. Na decisão que decretou a prisão preventiva, o juiz da 1ª Vara Criminal de Taguatinga destacou a existência de fortes indícios de interferência do acusado nas investigações.

Há relatos de que ele utilizou redes sociais para tentar combinar versões com testemunhas, possivelmente buscando sustentar uma tese de legítima defesa, afirmou o magistrado. A decisão judicial atendeu a um pedido conjunto da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal.

Contexto da briga e repercussões na carreira

O conflito que resultou na grave agressão ocorreu há cerca de uma semana, envolvendo Pedro Turra e um adolescente de apenas 16 anos. Tudo começou com uma brincadeira de mau gosto, quando o piloto jogou um chiclete já mastigado na direção de outra pessoa.

Inicialmente, Turra chegou a ser preso em flagrante, mas conseguiu a liberdade após pagar uma fiança no valor de R$ 24,3 mil. Como consequência direta do episódio, ele foi imediatamente desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola.

Quadro de investigações se amplia com denúncias anteriores

Pedro Turra atualmente responde a quatro investigações criminais distintas. Duas dessas denúncias referem-se a episódios anteriores que só foram formalmente registrados após a grande repercussão da briga recente. As ocorrências em apuração incluem:

  1. A grave agressão contra o adolescente de 16 anos, ocorrida na última sexta-feira;
  2. Uma briga em uma praça de Águas Claras, registrada em junho de 2025;
  3. A denúncia de uma jovem que alega ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica quando ainda era menor de idade;
  4. Uma agressão contra um homem de 49 anos durante uma discussão de trânsito.

Família da vítima relata sofrimento e indignação

O adolescente agredido por Pedro Turra permanece em estado de coma há uma semana, em situação considerada gravíssima pelos médicos. Em entrevista coletiva realizada poucas horas antes da prisão do acusado, o tio da vítima, fisioterapeuta Flavio Henrique Torminn Fleury, descreveu o profundo impacto emocional sobre a família.

A vida de toda a família parou completamente desde que o Rodrigo foi internado, afirmou Fleury. Minha irmã e meu cunhado não sabem mais o que é dormir direito, não sabem mais o que é ter uma casa. Meu pai, que mora em Goiânia, também veio para cá na semana passada. Todos pararam por causa dessa situação terrível.

O tio ainda expressou preocupação com o futuro do sobrinho, destacando suas características pessoais: É um menino muito vaidoso, atleta, apaixonado por futebol e muito próximo do pai. Fico imaginando: quando ele acordar e se olhar no espelho, o que vai sentir? Essa perspectiva dói muito, dói profundamente.

Durante a coletiva, Flávio Fleury classificou a soltura inicial de Pedro Turra após o pagamento da fiança como uma clara injustiça. Ele argumentou: Nos vídeos da briga, fica evidente a desproporção física entre eles. Temos um menino de 16 anos e um homem de 19 anos, muito maior em altura, largura e força. Isso é fisiológico. Ver essa cena e saber que ele não estava preso aumenta ainda mais a sensação de injustiça.