PCDF desarticula esquema criminoso de fraudes em transferências de veículos no Distrito Federal
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou uma operação significativa nesta quarta-feira, 28 de agosto, com o objetivo de combater um extenso esquema de transferências irregulares de carros dentro do sistema do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). A ação policial, que mobilizou agentes em múltiplas localidades, visa investigar aproximadamente 300 casos de fraudes envolvendo a alteração fraudulenta de propriedade de veículos.
Mandados cumpridos em três estados diferentes
Durante a operação, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos para desarticular a rede criminosa. As diligências ocorreram em:
- Planaltina, no Distrito Federal
- Planaltina de Goiás, no estado de Goiás
- Valparaíso, também em Goiás
- Água Branca, no Piauí
A abrangência geográfica da investigação evidencia a complexidade e a organização do grupo envolvido nas irregularidades.
Investigação iniciada há um ano após denúncia
A investigação teve início há cerca de um ano, quando um cidadão comunicou ao Detran-DF que seu veículo havia sido transferido para outro motorista de forma ilegítima e sem seu consentimento. Diante da denúncia, o órgão de trânsito realizou uma apuração interna minuciosa, que revelou um padrão alarmante de aproximadamente 300 transferências irregulares de veículos.
As fraudes foram perpetradas utilizando a matrícula de uma servidora do Detran-DF, inclusive em horários em que ela não estava em serviço, indicando um uso não autorizado de suas credenciais. As movimentações no sistema eram realizadas sem a apresentação de documentos necessários ou com documentos adulterados, configurando uma violação grave dos procedimentos legais.
Servidora colabora e polícia identifica acessos externos
A servidora, ao tomar conhecimento do uso indevido de sua matrícula, procurou espontaneamente uma delegacia para formalizar a ocorrência. A partir dessa colaboração, a PCDF pôde identificar acessos externos ao sistema do Detran-DF, realizados por indivíduos não autorizados, que exploravam vulnerabilidades para cometer as fraudes.
A investigação apontou três suspeitos como principais responsáveis pelas irregularidades. Dois deles já mantiveram vínculos profissionais com o Detran-DF como despachantes, o que pode ter facilitado o conhecimento dos processos internos e a execução do esquema criminoso.
Crimes imputados aos investigados
Os integrantes do grupo criminoso serão responsabilizados por uma série de crimes graves, incluindo:
- Invasão de dispositivo informático
- Estelionato
- Organização criminosa
Essas acusações refletem a natureza sofisticada e deliberada das ações, que envolviam não apenas a fraude individual, mas a estruturação de uma operação ilegal sistemática.
A operação da PCDF representa um importante avanço na segurança pública e na integridade dos sistemas de trânsito, reforçando a necessidade de vigilância constante contra fraudes que prejudicam cidadãos e instituições.