Pai usa filho de 3 anos como disfarce para tráfico de drogas e é preso no Piauí
Um jovem de 23 anos, identificado pelas iniciais P. L. dos S. S., foi preso na tarde desta quarta-feira (28) suspeito de tráfico de drogas no bairro Frei Higino, em Parnaíba, no litoral do Piauí. A ação policial revelou uma prática chocante: segundo a Polícia Militar, o suspeito utilizava o próprio filho, uma criança de apenas três anos de idade, como forma de disfarçar a venda de entorpecentes na região.
Operação policial descobre ponto de venda
A prisão ocorreu por volta das 12h30, após equipes do Serviço de Inteligência do 2º Batalhão da Polícia Militar do Piauí identificarem que um pequeno comércio local estava sendo usado como ponto de venda de drogas, frequentado por usuários. Com apoio da Força Tática do 27º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, os agentes se deslocaram até o endereço informado.
Ao se aproximarem, várias pessoas que estavam no local se dispersaram rapidamente. Como o estabelecimento possuía uma estrutura aberta, os policiais conseguiram observar a movimentação suspeita ainda do lado externo, o que facilitou a abordagem.
Criança usada como escudo em atividade criminosa
Durante a intervenção, os agentes constataram que o suspeito estava acompanhado do filho pequeno. De acordo com as investigações, a criança era intencionalmente usada como uma tentativa de despistar a prática criminosa, criando uma aparência de normalidade para encobrir o tráfico.
Em depoimento, o jovem confessou que vendia drogas havia aproximadamente uma semana e que cada porção de maconha ou crack era comercializada por R$ 5. Ele afirmou não saber quem fornecia os entorpecentes, limitando-se apenas à venda no local.
Apreensões e medidas legais
Na ação, foram apreendidos os seguintes itens:
- 157 porções de substância análoga ao crack
- 32 trouxinhas de maconha
- R$ 282 em dinheiro trocado
- Um rolo de papel alumínio
- Um aparelho celular
Todo o material foi encontrado próximo ao suspeito e à criança, evidenciando o risco a que o menor estava exposto. Diante da gravidade da situação, o Conselho Tutelar foi imediatamente acionado e orientou que a criança fosse identificada e entregue a um responsável legal.
O menino foi então entregue a um familiar, morador do mesmo bairro, garantindo sua segurança e bem-estar. Enquanto isso, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes de Parnaíba, onde foram adotados todos os procedimentos legais cabíveis para o caso.
Este incidente levanta sérias questões sobre a exploração de menores em atividades criminosas e reforça a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades para proteger as crianças em situações de vulnerabilidade.